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Meloni diz que partido pós-fascista foi 'importante' para Itália

Primeira-ministra elogiou o Movimento Social Italiano

29 dez 2022 - 13h19
(atualizado às 13h37)
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A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, disse nesta quinta-feira (29) que o partido pós-fascista Movimento Social Italiano (MSI) teve um papel importante na história do país.

Giorgia Meloni durante coletiva de imprensa de fim de ano
Giorgia Meloni durante coletiva de imprensa de fim de ano
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Fundado por egressos da República de Salò, o regime fantoche da Alemanha nazista encabeçado por Benito Mussolini, o MSI foi o principal movimento italiano de extrema direita no pós-guerra e deu origem ao Irmãos da Itália (FdI), partido de Meloni.

"Acredito que o MSI seja um partido que teve o papel na história republicana de guiar rumo à democracia milhões de italianos que saíram derrotados da guerra. Foi um partido da direita republicana, participou das eleições para presidente da República e foi plenamente presente nas dinâmicas democráticas", disse a premiê em sua coletiva de imprensa de fim de ano.

Segundo Meloni, o MSI também teve "um papel muito importante no combate à violência política e ao terrorismo". "Era um partido que tinha a responsabilidade de acompanhar pessoas que, do contrário, teriam feito escolhas diferentes", acrescentou, ressaltando que o movimento condenava o antissemitismo.

Na última terça (27), a presidente da Comunidade Judaica de Roma, Ruth Dureghello, havia criticado o presidente do Senado, Ignazio La Russa, antigo expoente do MSI e atual membro do FdI, por celebrar o aniversário de fundação do partido pós-fascista, em 26 de dezembro.

"Quando se exerce funções institucionais, o nostalgismo assume contornos graves e ridículos. Não podemos aceitar retrocessos, sobretudo do segundo na hierarquia do Estado", declarou Dureghello, lembrando que o MSI exaltava a experiência da República de Salò.

Primeira mulher a governar a Itália, Meloni já criticou o regime fascista por suas "odiosas" leis raciais contra os judeus. Ao mesmo tempo, se recusou a remover a chama tricolor, símbolo histórico do MSI, do distintivo do FdI.

Ansa - Brasil
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