Meloni diz manter 'relações cordiais' com Trump durante cúpula da Otan
Premiê italiana ficou na mesma mesa que o presidente americano durante jantar
Em Ancara, na Turquia, onde participa da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou nesta terça-feira (7) que mantém "relações cordiais" com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A breve resposta da chefe de governo italiana foi dada ao retornar ao hotel após o jantar oferecido aos líderes da Otan.
"Relações cordiais. Já respondi a vocês", disse Meloni, de forma seca, ao ser questionada por jornalistas sobre uma possível reaproximação após as trocas de críticas dos últimos dias.
Mais cedo, o republicano afirmou que continua tendo consideração pela premiê italiana, mas criticou a posição do governo de Roma em relação às ações dos Estados Unidos envolvendo o Irã e o Estreito de Ormuz.
Durante o jantar em Ancara, Meloni ficou na mesma mesa que o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e Trump. A premiê italiana, no entanto, chegou alguns minutos atrasada ao encontro.
Paralelamente, o vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, reuniu-se com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, também em Ancara, onde ocorre a cúpula da Otan. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre o conteúdo da reunião.
Tajani também participou de uma reunião de chanceleres da aliança, que teve como objetivo promover a coordenação em relação à arquitetura de segurança europeia, com foco especial na Ucrânia e no Oriente Médio, segundo um comunicado divulgado pelo governo italiano.
Quanto ao apoio a Kiev, Tajani enfatizou a importância vital de uma abordagem coordenada que auxilie propostas facilitadoras de um diálogo direto entre a Ucrânia e a Rússia, assegurando, ao mesmo tempo, a participação ativa tanto dos Estados Unidos quanto da Europa.
"Estamos nos preparando para tomar as medidas necessárias para defender nossa segurança. Este é mais um sinal da ameaça contínua que a Rússia representa para nossas instituições, nossa segurança, nossas empresas e nosso setor industrial. A Itália opõe-se firmemente a tal interferência e continuará a fazê-lo sem hesitação. Pretendemos agir em conjunto com todos os nossos aliados da OTAN", disse Tajani.
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