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Médico alemão é julgado 30 anos após crime que abalou a França

29 mar 2011 - 12h18
(atualizado às 14h09)
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Quase 30 anos depois dos acontecimentos, teve início nesta terça-feira em Paris o julgamento do médico alemão Dieter Krombach, 75 anos, acusado pelo assassinato da filha de sua mulher, Kalinka, na presença do acusado e do pai da vítima, André Bamberski, 73 anos.

O pai da vítima, André Bamberski, sequestrou Dieter Krombach na Alemanha e levou-o até a França para ser julgado
O pai da vítima, André Bamberski, sequestrou Dieter Krombach na Alemanha e levou-o até a França para ser julgado
Foto: AFP

Dieter Krombach, julgado à revelia pela Justiça francesa em 1995, que o condenou a 15 anos de prisão, chegou ao tribunal caminhando com dificuldade e auxiliado por uma bengala.

Krombach não olhou para André Bamberski, que o persegue desde 1982 e não hesitou em sequestrá-lo na Alemanha para que o padrasto de sua filha fosse julgado na França.

Kalinka tinha 14 anos em 10 de julho de 1982 quando foi encontrada morta na cama, na casa em que morava com a mãe e o marido desta em Lindau, no sul da Alemanha.

A necropsia não conseguiu esclarecer o motivo da morte, já que a adolescente estava em perfeito estado de saúde.

Análises no corpo da vítima revelaram uma série de elementos que colocaram em dúvida as explicações de Krombach sobre as horas prévias à morte da adolescente.

Em um primeiro momento, Dieter Krombach afirmou ter aplicado uma solução à base de ferro para que a jovem se bronzeasse mais rápido. Depois disse que Kalinka tinha anemia.

A Justiça alemã considerou as provas insuficientes e arquivou o caso em 1987, mas a França o julgou em 1995 e o condenou à revelia a 15 anos de prisão - pena máxima para o caso - por "violência voluntária que provocou homicídio culposo".

A França pediu a extradição em 2004, mas a Alemanha afirmou que já havia julgado o caso. Por este motivo, André Bamberski decidiu sequestrar o médico em 17 de outubro de 2009 em sua casa de Scheidegg. Dieter Krombach apareceu algemado perto do tribunal de Mulhouse, leste da França.

O episódio que parece retirado de uma cena de filme permitiu à Justiça francesa prender Krombach e organizar um novo julgamento, que deve prosseguir até 8 de abril, para tentar esclarecer as misteriosas circunstâncias da morte de Kalinka.

"Para Krombach a perspectiva de ser julgado é insuportável, mas desta vez não escapará", disse Laurente de Caunes, advogado de Bamberski.

Um dos advogados de defesa de Krombach, Philippe Ohayon, vai pedir a anulação do julgamento, alegando as circunstâncias nas quais o médico foi levado para o território francês. O médico foi condenado em 1997 na Alemanha por ter violentado uma paciente.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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