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Manifestantes com fotos de vítimas de massacre em escola protestam em convenção da NRA no Texas

27 mai 2022 14h18
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Um grupo de manifestantes revoltados pelas mortes de alunos de uma escola primária do Texas fez um protesto, nesta sexta-feira, do lado de fora da convenção anual da Associação Nacional do Rifle (NRA, na sigla em inglês), em Houston.

Os manifestantes levaram cruzes com fotos de vítimas do massacre a tiros e gritaram: "NRA vai embora" e "Vergonha, podem ser seus filhos hoje", enquanto centenas de membros do maior grupo pró-armas dos Estados Unidos chegavam ao centro de convenções do evento.

O massacre de 19 estudantes e dois professores por um atirador de 18 anos equipado com um fuzil de assalto semiautomático estilo AR-15 em Uvalde, no Texas, deve limitar o comparecimento à primeira convenção da NRA em três anos.

Uvalde fica cerca de 450 km a oeste de Houston.

O ex-presidente Donald Trump e o senador norte-americano Ted Cruz, um republicano do Texas, estão programados para proferir discursos nesta sexta-feira no evento. O governador do Texas, Greg Abbott, desistiu de discursar presencialmente.

Abbott planeja proferir um discurso pré-gravado e viajará para Uvalde.

Dentro do enorme centro de convenções no centro de Houston, os participantes compravam camisetas e bonés temáticos da NRA, cujas vendas ajudam a financiar os programas do grupo. O salão tinha centenas de exposições de fabricantes de armas, exibindo pistolas, espingardas de caça e fuzis de assalto.

Tim Hickey, um veterano do Corpo de Fuzileiros Navais que participava do evento, minimizou os protestos. "Estas pessoas são marionetes e ovelhas para a mídia. Eles não estão mudando a opinião de ninguém", disse.

O manifestante Johnny Mata pediu à NRA que interrompesse a convenção e realizasse uma cerimônia em homenagem às vítimas.

"Eles têm a audácia de não cancelar em respeito a estas famílias", disse Mata, que representava o grupo de defesa Grande Coalizão de Houston para a Justiça. A NRA deveria "deixar de fazer parte do assassinato de crianças nas escolas americanas", disse.

A decisão da NRA de prosseguir com sua maior reunião anual faz parte de uma estratégia de décadas de resistência à pressão pelo controle de armas nos EUA que data do massacre a tiros na Columbine High School, em 1999, no Colorado.

A convenção deste fim de semana é a primeira reunião anual do grupo de cinco milhões de membros depois de dois cancelamentos anteriores devido à pandemia da Covid-19.

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