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Mais republicanos rompem com posição de Trump sobre eleição

Presidente tenta sustentar acusações infundadas de fraude e fica cada vez mais isolado dentro do próprio partido

23 nov 2020
20h19
atualizado às 20h24
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Mais membros proeminentes do Partido Republicano se juntaram ao coro dos que estão pedindo para que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desista de seus esforços para reverter sua derrota eleitoral e permita que o presidente eleito Joe Biden comece sua transição formal para um novo governo. 

20/11/2020
REUTERS/Carlos Barria
20/11/2020 REUTERS/Carlos Barria
Foto: Reuters

Vinte dias depois da eleição, a maioria dos colegas republicanos de Trump ainda se recusava nesta segunda-feira a se referir a Biden como presidente eleito, ou a questionar a insistência de Trump que, sem apresentar evidências, diz que só perdeu na votação do dia 3 de novembro por causa de fraudes.

A equipe jurídica de Trump já sofreu uma série de derrotas em suas iniciativas de impedir que Estados confirmem Biden como o vencedor da eleição presidencial, e especialistas jurídicos dizem que os casos remanescentes não oferecem a Trump um caminho viável para reverter os resultados da eleição.

O senador republicano Rob Portman --co-diretor da campanha de Trump no Estado de Ohio, e que raramente rompe publicamente com líderes partidários-- disse que não há evidências de fraudes generalizadas e pediu o início da transição.

"Agora é hora de resolver com rapidez qualquer questão remanescente para seguir adiante", escreveu Portman em uma coluna de opinião no jornal Cincinnati Enquirer na segunda-feira. 

Entretanto, Portman não se referiu a Biden como "presidente eleito" e afirmou que a chegada do democrata ao poder é um "evento provável". 

A senadora Lisa Murkowski --uma republicana que segue um caminho mais independente e já reconheceu a vitória de Biden-- disse na noite do último domingo que era hora de começar o processo de transição completo. Ela denunciou as iniciativas de alguns dos apoiadores de Trump para reverter os resultados eleitorais em alguns Estados, classificando-as como "não apenas sem precedentes, mas inconsistentes com o nosso processo democrático". 

Os pedidos para que Trump aceite a derrota têm sido mais fortes fora de Washington, mesmo de alguns de seus apoiadores mais fiéis, como o ex-governador de Nova Jersey Chris Christie, que disse que o comportamento de Trump era uma "vergonha nacional" em uma entrevista ao canal ABC. 

Mais de 100 ex-autoridades republicanas de Segurança Nacional também publicaram uma carta nesta segunda-feira pedindo que os líderes partidários denunciem a recusa de Trump em admitir sua derrota, classificando sua atitude como um ataque perigoso à democracia e à segurança do país.

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