Mais de 55 milhões de americanos já votaram nas eleições de meio de mandato
Com inflação alta e guerra no Irã, partido de Trump poderá perder maioria no Congresso
Mais de 55 milhões de americanos já votaram nas eleições de meio de mandato, que definirão 435 deputados e 35 senadores. Diante de pesquisas que apontam favoritismo democrata na Câmara e disputas acirradas no Senado, Donald Trump intensificou comícios temendo perder o controle do Congresso. Uma vitória da oposição pode ameaçar o governo republicano, dando aos democratas poder sobre o orçamento federal e comando de comitês de investigação contra Trump em meio à inflação e à guerra no Irã.
Mais de 55 milhões de americanos já votaram nas eleições de meio de mandato, agendadas para terça-feira (3).
Os dados, referentes aos eleitores que anteciparam o voto, são da NBC, segundo a qual, o pleito já confirmou 55,59 milhões de participações - cerca de 10 milhões a mais em relação a 2022.
Segundo a emissora, aproximadamente 31,5 milhões votaram pessoalmente e 24,1 milhões votaram pelos correios.
Nesta eleição, os americanos devem escolher 435 deputados para a Câmara dos Representantes e 35 para o Senado.
Com medo de perder maioria no Congresso, o presidente dos EUA, o republicano Donald Trump, intensificou comícios em estados estratégicos, como Iowa e Kansas.
Para suas considerações finais, ele irá discursar em Washington, junto ao espelho d'água do Memorial Lincoln, nesta segunda-feira (2).
"Nós vamos vencer", disse Trump no domingo (1°), em meio à alta inflação no país e à guerra no Irã.
Do lado democrata, o candidato ao Senado James Talarico deve discursar no Texas, enquanto Adam Hamilton, que também concorre a uma das 35 cadeiras para senadores, fará comício no Kansas.
Pesquisas apontam uma vitória dos democratas na Câmara dos Representantes - atualmente sob controle republicano - , tendo ainda chances reais de vencer a disputa no Senado - também nas mãos dos republicanos.
Caso o cenário se concretize, Trump estaria em maus lençóis: os democratas passariam a ter poder de decisão sobre o orçamento federal e passariam a liderar comitês influentes, capazes de investigar supostos casos de corrupção durante seu governo, além de questões sobre o pedófilo Jeffrey Epstein e outros temas polêmicos.
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