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Mais de 400 pessoas são presas em manifestações do Dia do Trabalho em Istambul, segundo associação

Mais de 400 pessoas que participavam das manifestações para comemorar o Dia do Trabalho foram presas nesta quinta-feira (1º) em Istambul. De acordo com uma mensagem publicada na rede social X pela Associação de Advogados Progressistas (CHD), parte da cidade foi bloqueada pela polícia turca para evitar aglomerações na Praça Taksim.

1 mai 2025 - 10h30
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Mais de 400 pessoas que participavam das manifestações para comemorar o Dia do Trabalho foram presas nesta quinta-feira (1º) em Istambul. De acordo com uma mensagem publicada na rede social X pela Associação de Advogados Progressistas (CHD), parte da cidade foi bloqueada pela polícia turca para evitar aglomerações na Praça Taksim. 

Membros de um sindicato marcham durante as comemorações do Dia do Trabalho em Istambul, na Turquia, nesta quinta-feira (1).
Membros de um sindicato marcham durante as comemorações do Dia do Trabalho em Istambul, na Turquia, nesta quinta-feira (1).
Foto: AP - Khalil Hamra / RFI

"O número de prisões que chegaram à nossa unidade de crise ultrapassa 400", disse a associação no X. As autoridades turcas não divulgaram números oficiais por enquanto. 

Jornalistas que trabalham no local testemunharam dezenas de prisões nos bairros de Besiktas e Mecidiyeköy, onde a polícia bloqueou estradas que levam à Praça Taksim. 

As aglomerações estão proibidas no local, símbolo da luta pela democracia em 2013, na esteira da Primavera Árabe. Assim como nos anos anteriores, a polícia isolou a praça por vários dias.  

Istambul foi palco de grandes protestos no final de março, após a prisão do prefeito da oposição da cidade, Ekrem Imamoglu, principal rival do presidente Recep Tayyip Erdogan. 

Quase 2.000 pessoas foram detidas por participar de manifestações proibidas, de acordo com as autoridades. A ONG Anistia Internacional considerou as restrições "falaciosas" e pediu às autoridades que as "suspendam com urgência". 

Apesar das proibições dos protestos, várias milhares de pessoas foram autorizadas a se reunir nesta quinta-feira em dois distritos na parte asiática da cidade, a pedido dos sindicatos. Imagens das mídias turcas e de um cinegrafista da AFP mostram os atos.

"Taksim deve ser retirada deste regime opressivo", disse Ozgür Özel, líder do Partido Republicano do Povo (CHP, social-democrata), a principal força de oposição, em um dos comícios. 

Outras detenções 

No último sábado (26), cerca de 50 aliados e partidários do prefeito opositor de Istambul, preso no final de março, foram detidos no âmbito da investigação por corrupção, segundo o Ministério Público do país.

"No âmbito da investigação foram emitidas ordens de prisão contra 53 pessoas", principalmente em Istambul e Ancara, e "47 foram detidas", indicou a Procuradoria-Geral de Istambul em um comunicado. 

Imamoglu foi acusado de "corrupção", justamente quando seria designado por seu partido, o CHP, como candidato às futuras eleições presidenciais. 

De sua cela, o prefeito de Istambul denunciou as prisões e acusou "um punhado de pessoas ambiciosas que se dedicaram a preencher arquivos vazios com mentiras e calúnias". 

Entre os detidos no último sábado, segundo a imprensa turca, estão a chefe de gabinete do prefeito, Kadriye Kasapoglu, e o irmão de sua esposa, Dilek Imamoglu. 

(Com informações da AFP)

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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