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Maduro acusa autoridade dos EUA de plano para invadir Venezuela

12 dez 2018
17h34
atualizado às 17h39
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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta quarta-feira, sem fornecer evidência, que o assessor de segurança nacional dos Estados Unidos, John Bolton, está liderando um plano para invadir o país sul-americano, que está a cada dia em maior discordância com Washington num momento em que sua economia socialista colapsa.

Maduro em declaração no Palácio Miraflores em Caracas
 12/12/2018   REUTERS/Marco Bello
Maduro em declaração no Palácio Miraflores em Caracas 12/12/2018 REUTERS/Marco Bello
Foto: Reuters

Em declaração no palácio do governo, Maduro afirmou que na Casa Branca está sendo preparado um plano "para violentar a democracia venezuelana, para me assassinar e para impor um governo ditatorial na Venezuela".

Maduro fez sua acusação dias após bombardeiros russos aterrisarem na Venezuela para realizar exercícios militares, desencadeando uma guerra verbal entre Moscou e Washington.

A Casa Branca disse que a Rússia informou os EUA de que os bombardeiros deixarão a Venezuela na sexta-feira.

"O senhor John Bolton foi encarregado, mais uma vez, como chefe de um plano para encher a Venezuela de violência e para buscar uma intervenção militar estrangeira", disse Maduro, acrescentando que Bolton está coordenando o treinamento de mercenários em bases militares na Colômbia e nos Estados Unidos.

Não houve nenhum comentário imediato do gabinete de Bolton sobre as declarações de Maduro.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse no ano passado que uma "opção militar" estava sobre a mesa com relação à Venezuela, alimentando a alegação de Maduro de que Washington está buscando derrubar seu governo de esquerda, o que autoridades dos EUA negam.

O governo Trump aplicou diversas rodadas de sanções contra a Venezuela desde o ano passado.

Bolton é um antigo rival de governos de esquerda da América Latina e anunciou as mais recentes sanções contra a Venezuela no mês passado como parte de uma promessa para reprimir a Venezuela, Cuba e Nicarágua, a quem ele chamou de "tróica da tirania".

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