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Líderes mundiais participam da cúpula da Ucrânia para testar esforço de paz de Kiev

15 jun 2024 - 16h00
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Os líderes mundiais se reuniram em um resort nos alpes suíços neste sábado para buscar um consenso mais amplo para as propostas de paz da Ucrânia em uma cúpula evitada pela China e considerada uma perda de tempo pela Rússia, que promoveu seus próprios planos rivais de cessar-fogo à distância.

Mais de 90 países participaram, mas a ausência da China, em particular, diminuiu as esperanças de que a cúpula mostraria a Rússia como globalmente isolada, enquanto os recentes reveses militares colocaram Kiev em desvantagem. A guerra em Gaza entre Israel e o Hamas também desviou a atenção do mundo da Ucrânia.

As conversas se concentraram em preocupações mais amplas desencadeadas pela guerra, como segurança alimentar e nuclear. Mas a Turquia e a Arábia Saudita, ambas anfitriãs de outro evento do gênero, disseram que um progresso significativo exigia a participação da Rússia.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, comemorou a grande participação como um sucesso e previu que "a história está sendo feita".

"Hoje é o dia em que o mundo começa a se aproximar de uma paz justa", disse ele aos líderes reunidos em torno de uma mesa retangular gigante.

O presidente dos EUA, Joe Biden, enviou sua vice Kamala Harris para representá-lo -- uma decisão que irritou Kiev.

Harris anunciou mais de 1,5 bilhão de dólares em investimentos em energia e ajuda humanitária para a Ucrânia, onde a infraestrutura tem sido atingida por ataques aéreos russos desde a invasão em grande escala de 2022.

Na véspera da cúpula, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que o país acabaria com a guerra se Kiev concordasse em abandonar suas ambições na Otan e entregar quatro províncias reivindicadas por Moscou.

As condições aparentemente refletiam a crescente confiança de Moscou de que suas forças estavam em vantagem.

Mas elas foram rapidamente rejeitadas pela Ucrânia e seus aliados.

"Ele está pedindo rendição", disse Harris, acrescentando: "Que nada sobre o fim desta guerra seja decidido sem a Ucrânia".

A China disse que boicotaria o evento depois que a Rússia foi excluída do processo, com os EUA sugerindo que a decisão de Pequim foi tomada a pedido de Moscou.

"Putin não tem interesse em uma paz genuína", disse o primeiro-ministro britânico Rishi Sunak.

Evitando algumas das questões mais difíceis, o chanceler alemão Olaf Scholz comparou a cúpula a "uma pequena planta que precisa ser regada, nutrida e cuidada com delicadeza", que produziria resultados mais adiante.

Mas países como a Turquia, a Arábia Saudita e o Quênia observaram a ausência da Rússia como um obstáculo.

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