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Líder ortodoxo russo volta a apoiar guerra de Putin

Cirilo disse que seu país tem direito de se defender

4 abr 2022 - 14h37
(atualizado às 14h49)
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O chefe da Igreja Ortodoxa Russa, Cirilo, voltou a mostrar apoio à invasão contra a Ucrânia e não hesitou em colocar o nacionalismo acima do desejo de paz expressado por outras lideranças cristãs desde o início da guerra.

O líder da Igreja Ortodoxa Russa, Cirilo
O líder da Igreja Ortodoxa Russa, Cirilo
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Em celebração com as Forças Armadas no último domingo (3), o patriarca de Moscou disse que a Rússia é um "país que ama a paz" e não tem "nenhum desejo de guerra". "Mas amamos nossa pátria e estaremos prontos a defendê-la no modo pelo qual apenas os russos podem defender seu país", declarou.

Para o líder ortodoxo, a "maior parte dos países do mundo está sob a influência colossal de uma força que, infelizmente, hoje se opõe à força do nosso povo". "Precisamos ser também muito fortes. Quando digo 'nós', quero dizer, em primeiro lugar, as Forças Armadas, mas não somente. Todo o nosso povo precisa acordar", acrescentou Cirilo.

Alinhado com o regime de Vladimir Putin, o patriarca se negou a condenar a invasão à Ucrânia, ao contrário do papa Francisco, que sempre defendeu uma maior sintonia entre católicos romanos e ortodoxos.

Além disso, em carta enviada para o Conselho Mundial das Igrejas, em março, Cirilo culpou os membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) pela eclosão do conflito.

"Ano após ano, mês após mês, os Estados-membros da Otan reforçaram sua presença militar [no leste europeu], ignorando as preocupações da Rússia", disse o patriarca no documento.

"Não pouparam esforços nem fundos para inundar a Ucrânia de armas e instrutores de guerra. No entanto, a coisa mais terrível é a tentativa de 'reeducar', de transformar mentalmente os ucranianos em inimigos da Rússia", acrescentou.

Antes disso, o patriarca já havia se pronunciado sobre o conflito em 6 de março, durante um sermão pelo Domingo do Perdão. Na ocasião, ele afirmou que o Donbass, região da Ucrânia onde ficam as zonas separatistas de Donetsk e Lugansk, é um bastião contra o "mundo do consumo excessivo e da liberdade visível" representado pelo Ocidente e pelas "paradas gays".

Cirilo conversou com o papa Francisco por videoconferência em 16 de março, quando ouviu do pontífice que "as guerras são sempre injustas" e que os líderes religiosos "não devem usar a linguagem da política, mas sim a de Jesus".

Ansa - Brasil
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