Leão XIV alerta para retorno dos 'ventos da guerra' e pede diálogo pela paz
Papa celebrou Angelus em Castel Gandolfo e disse que esperança não deve ser apagada
O papa Leão XIV afirmou neste domingo (12) que os "ventos da guerra" voltaram a soprar em diferentes regiões do mundo, espalhando "violência, terror e morte e atingindo, mais uma vez, muitas pessoas inocentes".
A declaração foi feita durante o primeiro Angelus "de verão" realizado em Castel Gandolfo, residência pontifícia nos arredores de Roma, diante de uma multidão de fiéis.
Em seu discurso, o pontífice citou especialmente os conflitos no Oriente Médio, na Ucrânia e em outras áreas atingidas por guerras. "Não deixemos que estes ventos apaguem a chama da esperança e da paz, mesmo quando ela parece frágil e vacilante", disse Leão XIV.
O papa reforçou que o diálogo, o encontro e a diplomacia continuam sendo o único caminho para alcançar uma paz duradoura.
"É o único caminho capaz de levar a uma paz justa, na qual os povos possam viver reconciliados, com segurança mútua e respeito pela dignidade de cada pessoa", afirmou.
Durante a celebração do "Domingo do Mar", Leão XIV também dedicou uma mensagem aos trabalhadores marítimos, destacando as dificuldades enfrentadas por aqueles que vivem longe de suas famílias e convivem com o medo provocado pelos conflitos internacionais.
O pontífice mencionou ainda as tensões recentes envolvendo embarcações no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o comércio global de petróleo.
O Angelus em Castel Gandolfo marcou o início do período de verão do Papa, que chegou ao local acompanhado de uma agenda voltada ao descanso, mas sem deixar de lado as preocupações com as crises globais. Para saudar os fiéis, Leão XIV utilizou um carro de golfe em vez do tradicional papamóvel.
A paz estará novamente no centro das atenções nesta semana durante uma cúpula internacional que será realizada em Borgo Laudato Si', na propriedade pontifícia de Castel Gandolfo.
O encontro reunirá cerca de 30 vencedores do Prêmio Nobel, ex-chefes de Estado e de Governo, líderes de empresas e pesquisadores ligados ao desenvolvimento da inteligência artificial, incluindo representantes de organizações como OpenAI, Google DeepMind, Aaru e Anthropic, além de universidades e instituições de pesquisa internacionais.
Durante três dias, os participantes discutirão temas como segurança internacional, governança das novas tecnologias, desarmamento e a construção de uma economia voltada para a paz.
A abertura está prevista para terça-feira (14), com a participação de autoridades religiosas e personalidades como os cardeais Fabio Baggio, Silvano Maria Tomasi e Ángel Fernández Artime, além de ganhadores do Prêmio Nobel, entre eles Muhammad Yunus e Juan Manuel Santos. Um discurso do papa Leão XIV é aguardado durante o encontro. .
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