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Kremlin diz que tudo está sendo feito para proteger desfile da 2ª Guerra de drones ucranianos

7 mai 2025 - 10h33
(atualizado às 12h51)
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O Kremlin afirmou nesta quarta-feira que a Rússia está fazendo todo o necessário para garantir a segurança dos próximos eventos para marcar a vitória da União Soviética e seus aliados na Segunda Guerra Mundial, após uma série de tentativas de ataques de drones ucranianos a Moscou.

O ponto central das comemorações -- um desfile militar na Praça Vermelha de Moscou -- está programado para sexta-feira e o Kremlin disse que espera a presença de 29 líderes mundiais, incluindo o presidente chinês Xi Jinping.

O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, disse no início da quarta-feira que as forças de defesa aérea russas haviam derrubado 14 drones ucranianos durante a noite, depois que Kiev mirou a capital russa com drones pelo terceiro dia consecutivo.

Os drones forçaram a maioria dos aeroportos da capital russa a fechar horas antes da chegada de Xi para uma visita à qual Kiev deixou claro que se opõe.

Em uma ligação com os repórteres, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou: "O regime de Kiev continua a demonstrar sua essência, sua propensão para atos terroristas".

Autoridades ucranianas disseram na quarta-feira que a Rússia lançou seu próprio ataque aéreo contra Kiev e outras cidades ucranianas durante a noite, matando uma mãe e seu filho na capital.

Peskov disse que a Rússia está fazendo tudo o que pode para garantir a segurança dos eventos comemorativos.

"Todas as medidas necessárias estão sendo tomadas por nossos serviços de inteligência e nossos militares para garantir que a celebração da Grande Vitória seja realizada em um ambiente calmo, estável e pacífico", afirmou ele.

Questionado sobre como a Rússia responderia às tentativas de ataques de drones, Peskov disse que uma proposta russa para um cessar-fogo de três dias com a Ucrânia em torno das celebrações ainda estava em vigor.

O Kremlin disse que respeitará o cessar-fogo, mas responderá se a Ucrânia atacar.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, chamou a proposta de cessar-fogo de inútil e, em vez disso, ofereceu um cessar-fogo incondicional de pelo menos 30 dias, de acordo com uma proposta dos EUA lançada em março.

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