Kimmel volta a atacar Trump: 'Valentão de filmes dos anos 80'
Audiência de programa subiu, mas acionistas ameaçam Disney
Impulsionado pelo alto índice de audiência, o apresentador Jimmy Kimmel voltou a atacar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na noite da última quarta-feira (24), após seu retorno ao programa "Jimmy Kimmel Live".
Em meio ao braço de ferro com o mandatário, o comediante classificou Trump como "um valentão dos filmes dos anos 1980 à moda antiga", logo após o republicano criticá-lo e deixar no ar a possibilidade de processar a emissora ABC, dona do talk show, que segundo ele teria enganado a Casa Branca.
Aplaudido como um astro do rock no segundo episódio desde seu retorno, Kimmel disse que conversou com muitas pessoas após o programa da última terça-feira (23) à noite, que atraiu um recorde de 6,3 milhões de espectadores, apesar do apagão em um quarto dos Estados Unidos devido ao boicote das gigantes locais da TV Sinclair e Nexstar.
Entre as pessoas está "um amigo muito especial: o Chapeleiro Maluco", disse o comediante, fazendo uma alusão ao personagem de "Alice no País das Maravilhas" e ao boné vermelho que Trump costuma usar.
"Ele disse que não acreditava que eu tivesse recuperado meu emprego", acrescentou Kimmel, lendo a publicação do presidente norte-americano em sua rede Truth Social, antes de responder: "Estamos quites. Também não acredito que você tenha recuperado seu emprego".
A ABC está exultante com os resultados ? um recorde nos 22 anos de exibição do programa ?, mas novos problemas podem surgir para a Disney: um grupo de acionistas está exercendo seu direito de solicitar documentos relacionados à decisão da empresa na semana passada de suspender o programa de Kimmel, uma etapa preliminar para uma possível ação legal.
Em carta endereçada à Disney e ao CEO Bob Iger, a Federação Americana de Professores e a Repórteres Sem Fronteiras declararam que há "base crível para suspeitar" de que o conselho administrativo violou seu dever fiduciário para com os investidores.
Como exemplo, citaram o fato de a empresa priorizar "considerações políticas e afiliadas impróprias", resultando na "suspensão do Jimmy Kimmel Live", que "recebeu críticas como um ataque à liberdade de expressão, desencadeou boicotes e apoio sindical a Kimmel, além de fazer as ações da Disney despencarem em meio a temores de danos à marca e suspeitas de que de cumplicidade em ceder aos excessos do governo e à censura da mídia".
Kimmel ficou suspenso durante uma semana após fazer comentários sobre o assassinato do influenciador conservador Charlie Kirk e acusar o governo Trump de tentar tirar proveito político disso.