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Kallas e ministros da UE relembram em Kiev 4 anos do massacre de Bucha

Diplomatas reforçaram apoio à Ucrânia na guerra contra a Rússia

31 mar 2026 - 10h10
(atualizado às 10h22)
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Diversos diplomatas europeus estiveram nesta terça-feira (31) em Kiev, capital da Ucrânia, para relembrar o quarto aniversário do massacre de Bucha, reafirmando seu apoio ao país em meio a tensões no bloco devido ao bloqueio da Hungria de um empréstimo de 90 bilhões de euros.

Diplomatas da UE prestaram homenagem, em Kiev, às vítimas do massacre de Bucha
Diplomatas da UE prestaram homenagem, em Kiev, às vítimas do massacre de Bucha
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O grupo, comandado pela alta representante da União Europeia, Kaja Kallas, contou com as presenças de ministros das Relações Exteriores de diversas nações, como Itália, Alemanha e Polônia.

"Além da guerra que está ocorrendo no Oriente Médio, é importante não deixarmos a Ucrânia de lado", frisou Kallas em visita ao subúrbio de Bucha, em Kiev, onde ela e outros diplomatas lembraram o quarto aniversário do massacre perpetrado por forças russas.

Antes da viagem, Kallas reforçou no X que a UE irá continuar "a fornecer apoio militar, financeiro, energético e humanitário" à nação.

Durante a visita, os ministros das Relações Exteriores do bloco divulgaram uma declaração conjunta prometendo um "compromisso inabalável" que garanta que a Rússia seja responsabilizada pelo massacre em Bucha, cujas ruas foram tomadas por centenas de corpos de civis que foram executados por militares do país vizinho em março de 2022.

Os esforços diplomáticos do bloco para pôr fim à guerra de quatro anos com Moscou perderam força nos últimos meses, à medida que a atenção global se voltou para o conflito em curso no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, o bloqueio húngaro para um empréstimo da UE de 90 bilhões de euros para Kiev tem pressionado as finanças do país do leste europeu.

Na segunda-feira (30), o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, negou que seu governo poderia suspender o pagamento de salários a soldados e funcionários públicos devido ao bloqueio dos fundos. 

Ansa - Brasil
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