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Italianos fazem petição para aumentar preço de cigarro em prol da saúde

Proposta será debatida pelo Parlamento e poderá entrar em vigor em janeiro

27 mai 2026 - 12h41
(atualizado às 13h22)
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Uma petição na Itália de iniciativa popular que visa aumentar o preço do tabaco e dos produtos de inalação de nicotina em 5 euros (R$ 29,5) atingiu a marca de 50 mil assinaturas. Agora, a proposta seguirá para o Parlamento para ser debatida e, se aprovada, entrará em vigor em janeiro do ano que vem.

Preço do cigarro poderá subir em 5 euros na Itália
Preço do cigarro poderá subir em 5 euros na Itália
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"Estamos orgulhosos deste resultado alcançado tão rápido, apenas em quatro meses de campanha", declararam em comunicado conjunto a Associação Italiana de Oncologia Médica (Aiom) e as Fundações Airc para a Pesquisa do Câncer, a Umberto Veronesi e a Aiom.

"Agora, apelamos ao Parlamento para que discuta e aprove a legislação sobre a proposta o mais breve possível, tal como fez com a 'lei sobre o esquecimento do câncer' [que visa minimizar a discriminação a sobreviventes ao câncer]", diz ainda a nota.

Se aprovado, o projeto de lei introduziria um imposto especial de consumo específico de 5 euros por unidade de consumo padrão em todos os produtos de nicotina para fumar e inalar, a partir de janeiro de 2027. O aumento seria aplicado independentemente do preço de varejo e seria um adicional aos impostos especiais de consumo já existentes.

"A receita resultante será utilizada para financiar e fortalecer o Serviço Nacional de Saúde", destacam os organizadores da proposta. Eles acreditam que a medida poderá levar a uma "redução de 37% no consumo de tabaco".

Na Itália, pouco menos de 25% da população adulta (entre 18 e 69 anos) fuma.

Entre os mais jovens, 7,5% dos adolescentes de 11 a 13 anos fumam ou usam cigarros eletrônicos, percentual que sobe para 37,4% entre os de 14 a 17 anos.

O tabagismo é responsável por 90% dos casos de câncer de pulmão e 50% dos de bexiga no país, além de acarretar em doenças cardiovasculares, como ataques cardíacos e derrames, e em problemas respiratórios, como enfisema pulmonar e asma.

Esses dados "mostram a necessidade de intervenções urgentes para reduzir o consumo de tabaco", frisa o comunicado conjunto.

Ansa - Brasil
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