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Itália participará como 'observadora' em Conselho de Paz de Trump

Chanceler afirmou que foi 'apropriado' aceitar convite dos EUA

17 fev 2026 - 10h43
(atualizado às 10h49)
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O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, confirmou nesta terça-feira (17) que o país participará como "observador" do controverso Conselho de Paz do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltado para a Faixa de Gaza.

Chanceler afirmou que foi 'apropriado' aceitar convite dos EUA
Chanceler afirmou que foi 'apropriado' aceitar convite dos EUA
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O chanceler avaliou que o governo de Giorgia Meloni "considerou apropriado" aceitar o convite da administração americana para participar da primeira cúpula do órgão idealizado pelo mandatário republicano.

"A ausência da Itália em uma discussão sobre a paz no Mediterrâneo seria não apenas politicamente incompreensível, mas também contrária ao espírito do Artigo 11 de nossa Constituição, que estabelece a rejeição da guerra como meio de resolução de conflitos", declarou Tajani.

O político acrescentou que a não participação da Itália no encontro "significaria negar o papel de liderança" exercido por Roma "no cessar-fogo desde o início da crise, sempre com o objetivo de alcançar dois Estados vivendo juntos em paz e segurança".

"Nosso compromisso é concreto e tende a se fortalecer. Ele decorre do diálogo constante com Israel, a Autoridade Palestina e todos os principais parceiros da região, com os quais mantemos laços estreitos e contínuos nos últimos meses", comentou.

Tajani também destacou que o governo italiano "condenou qualquer sugestão de anexação israelense da Cisjordânia" e criticou os recorrentes ataques de "colonos extremistas".

O Conselho de Paz, que se reunirá pela primeira vez na próxima quinta-feira (19), tem como objetivo inicial monitorar a governança e a reconstrução da Faixa de Gaza. No entanto, segundo a Casa Branca, o órgão também poderá se estender a outros locais de conflito, o que levantou preocupações de que Trump estaria tentando criar uma espécie de ONU paralela.

O magnata republicano será presidente vitalício do colegiado, com poder de veto. .

Ansa - Brasil
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