Itália elogia decisão da UE de flexibilizar regras fiscais contra crise de energia
Medida foi aprovada após pressão feita pela premiê Giorgia Meloni
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, elogiou nesta quarta-feira (3) a decisão da União Europeia (UE) de conceder maior flexibilidade orçamental a Roma, não apenas para despesas com defesa, mas também para investimentos destinados a mitigar o impacto da crise energética agravada pela guerra com o Irã.
A medida foi aprovada após intensa pressão exercida pelo governo italiano.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Meloni destacou que a abertura de Bruxelas à flexibilização das regras fiscais, tanto na área da defesa como no setor energético, representa "um resultado extremamente importante que muitos consideravam impossível, mas que conseguimos alcançar com determinação e paciência".
A líder italiana afirmou que a decisão demonstra "a capacidade da Itália de defender os seus interesses e de propor soluções eficazes e sensatas para toda a Europa".
Meloni anunciou que cerca de 14 bilhões de euros serão disponibilizados para combater o aumento dos custos da energia.
Segundo a premiê italiana, os recursos serão aplicados ao longo dos próximos três anos para aliviar o impacto da alta dos preços sobre famílias e empresas.
"A Comissão Europeia aceitou o pedido da Itália de maior flexibilidade orçamentária para enfrentar a crise energética, o que nos permitirá investir 14 bilhões de euros nos próximos três anos para mitigar os efeitos da subida dos preços da energia, que afeta tanto as famílias mais vulneráveis como as empresas com elevado consumo energético", declarou.
Por fim, Meloni acrescentou que a Itália está, mais uma vez, a indicar um caminho para a União Europeia.
"Nos últimos dias, escrevi pessoalmente à presidente Ursula von der Leyen para abordar esta questão e reiterar que, nesta fase, era prioritário permitir um déficit mais elevado, não apenas para despesas com segurança e defesa, mas também para medidas destinadas a reduzir os custos da energia", afirmou, classificando a decisão como um resultado "extremamente importante". .
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