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Itália deve manter recomendação da AZ para maiores de 60 anos

País tem 1 caso de trombose a cada 100 mil doses aplicadas

10 jun 2021 19h29
| atualizado às 20h11
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O Comitê Técnico-Científico (CTS) da Itália está reunido desde o início desta quinta-feira (10) para decidir se mantém a recomendação do uso da vacina anti-Covid da AstraZeneca para indivíduos maiores de 60 anos ou se libera para jovens a partir dos 18 anos.

País tem 1 caso de trombose a cada 100 mil doses aplicadas
País tem 1 caso de trombose a cada 100 mil doses aplicadas
Foto: EPA / Ansa - Brasil

A expectativa, segundo apuração da ANSA, é de que as autoridades sanitárias italianas decidam por aplicar as doses da AstraZeneca apenas em idosos. O parecer levará em conta as indicações já dadas pelo Ministério da Saúde e pela Agência Italiana de Medicamentos (Aifa) e deve ser anunciado nesta sexta-feira (11).

"A vacina AstraZeneca pode causar fenômenos de trombose associada à diminuição das plaquetas. Justamente por isso houve recomendação de uso preferencial a partir dos 60 anos", informou o coordenador do CTS, Franco Locatelli.

Além disso, o CTS debate sobre a possibilidade de administrar uma dose de vacina diferente aos menores de 60 anos que já receberam a primeira dose da AstraZeneca e sobre a avaliação do momento exato do recall.

A discussão ocorre no dia em que a Aifa divulgou seu quinto relatório de Farmacovigilância sobre vacinas, no qual revela que os casos de trombose em indivíduos vacinados com uma dose da AstraZeneca registrados na Itália estão de acordo com os números contabilizados a nível europeu: 1 caso a cada 100 mil injeções administradas.

Segundo o estudo, os casos de trombose venosa intracraniana e atípica ocorrem principalmente em pessoas com menos de 60 anos de idade após a primeira dose. Até agora, no entanto, nenhum caso foi relatado depois da segunda dose.

A Aifa ainda indica que existem 66.258 notificações de eventos adversos de um total de 32.429.611 doses das vacinas contra o novo coronavírus Sars-CoV-2 administradas, o equivalente a uma taxa de notificação de 204 por 100 mil. Ao todo, 90% são reações não graves - dor no local da injeção, febre, astenia/fadiga, dores musculares - e 10% grave.

A maioria dos relatos diz respeito às doses Comirnaty, da Pfizer/BioNTech (71,8%), o imunizante mais utilizado (68,7% das doses aplicadas). Na sequência aparecem Vaxzevria, da Oxford/AstraZeneca (24% dos relatos e 20,8% das doses administradas), Moderna (3,9% dos relatos e 9% das doses usadas) e Janssen (0,3% e 1,5%, respectivamente).

Atualmente, algumas regiões paralisaram a vacinação com o imunizante, também aberta a crianças, na sequência de casos de trombose rara que ocorreram em algumas mulheres jovens.

Na Sicília, o gerente-geral do departamento regional de atividades de saúde, Mario La Rocca, determinou a suspensão do uso da vacina da AstraZeneca para menores de 60 anos como medida de precaução.

A decisão foi tomada também depois da confirmação da morte de Camilla Canepa, de 18 anos, natural de Sestri Levante. A jovem estava hospitalizada desde o último domingo (6) em San Martino, em Gênova, após ser diagnosticada com trombose. Ela chegou a ser operada, mas não resistiu.

Canepa recebeu a primeira dose do imunizante em 25 de maio durante a campanha para maiores de 18 anos.

Ansa - Brasil   
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