Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Itália conclui inquérito sobre atentado à Sinagoga de Roma em 1982

Investigações feitas em parceria com a França apontam 5 suspeitos

17 mar 2026 - 12h14
(atualizado às 13h18)
Compartilhar
Exibir comentários

A Justiça na Itália comunicou nesta terça-feira (17) que concluiu as investigações ligadas a cinco suspeitos pelo atentado terrorista realizado em frente à Sinagoga de Roma em 9 de outubro de 1982, que causou a morte do menino Stefano Gaj Taché, de apenas dois anos, e feriu 40 judeus.

Atentado terrorista à Sinagoga de Roma ocorreu há mais de 40 anos
Atentado terrorista à Sinagoga de Roma ocorreu há mais de 40 anos
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A nota emitida pela Procuradoria diz respeito a cinco palestinos, incluindo Abou Zayed Walid Abdulrahman, 68 anos, naturalizado norueguês e detido na França, onde responde a um processo por um outro massacre ocorrido em agosto de 1982 em Paris; Abed Adra Mahmoud Khader, 71, residente na Cisjordânia; e Al Abassi Souheir Mohammad Hassan Khalil, 74, que vive atualmente na Jordânia.

Também moram na Jordânia os suspeitos Hamada Nizar Tawfiq Mussa, de 65 anos, e Abu Arkoub Omar Mahid Abdel Rahman, de 66.

"Suspeita-se que eles também tenham agido em conjunto com Alhamieda Rashid Mahmoud, conhecido como 'Fouad Hijazy', e Maher Said Al Awad Yousif, conhecido como 'Arabe El Arabi Tawfik Gamal', ambos já falecidos", acrescentou a Procuradoria de Roma.

As autoridades destacaram que novos elementos foram incluídos no caso, como um relatório apresentado em 2022 pela Comunidade Judaica de Roma. Além disso, em 2023, uma cooperação conjunta com Paris reforçou a linha de investigação que os atentados nas duas cidades em 1982 estavam relacionados.

Durante a investigação, "foram realizadas amplas diligências, incluindo atividades técnicas específicas e a obtenção de depoimentos e documentação, tanto relativos ao atentado em questão quanto a outros realizados em Roma durante aqueles anos e atribuíveis à mesma organização", diz a nota.

O trabalho de reconstrução revelou "a história e o contexto da organização terrorista, fundada em 1974 por Sabri Khalil Abdul Hamid Al Banna, também conhecido como 'Abu Nidal', em uma rejeição radical a qualquer tipo de diálogo com Israel, após uma decisão de Yasser Arafat [então líder da Autoridade Nacional Palestina] de renunciar a ações violentas fora de Israel e dos Territórios Ocupados".

"Numerosos ataques terroristas, contra alvos judeus e outros, foram perpetrados na Europa, incluindo a Itália, e no Oriente Médio entre a segunda metade da década de 1970 e os anos 1980", finalizou a Procuradoria.

Ansa - Brasil
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade