Itália busca acordos para enfrentar 'desafios comuns' em 2º dia de G7 em Paris
Giancarlo Giorgetti participa de evento que conta com Brasil como convidado
O ministro da Economia e Finanças da Itália, Giancarlo Giorgetti, participa nesta segunda-feira (19) do segundo dia de trabalhos da reunião do G7 em Paris, marcada por discussões sobre os principais desafios econômicos internacionais, incluindo a escassez de materiais críticos e os desequilíbrios econômicos globais.
Segundo mensagem publicada na rede social X pelo Ministério da Economia e Finanças da Itália, o encontro também contou com a participação de países convidados, entre eles Brasil, Índia, Quênia e Coreia do Sul, em uma tentativa de ampliar a cooperação internacional diante de problemas considerados comuns pelas maiores economias do mundo.
"Ministro Giorgetti no G7 em Paris. Entre os países convidados estão Índia, Brasil, Quênia e Coreia do Sul, buscando novos acordos para enfrentar problemas comuns", informou a pasta italiana.
A reunião dos ministros das Finanças do G7 foi amplamente dedicada às consequências econômicas da guerra no Oriente Médio e aos impactos da crise sobre a economia global.
O ministro francês da Economia, Roland Lescure, atual presidente do encontro, confirmou que uma declaração conjunta será divulgada ao final da cúpula.
"Haverá uma declaração. Vocês verão que haverá algumas questões importantes sobre as quais chegamos a um acordo", afirmou Lescure à emissora francesa BFM TV.
Entre os principais temas debatidos estiveram a necessidade de administrar os desequilíbrios globais, o apoio aos países mais vulneráveis e os efeitos da guerra no cotidiano das populações.
Segundo Lescure, apesar das divergências entre os participantes, o diálogo foi produtivo.
"Tivemos discussões extremamente francas, entre pessoas que nem sempre concordam em tudo, mas que são capazes de discutir tudo", declarou.
Além dos países convidados pela manhã, a agenda do segundo dia incluiu reuniões com representantes dos Emirados Árabes Unidos, Catar e Arábia Saudita.
Após o encerramento da cúpula do G7, Paris sediará ainda a conferência internacional "No Money for Terror" ("Sem Dinheiro para o Terrorismo"), dedicada ao combate ao financiamento do terrorismo. O evento reunirá delegações de 75 países e será encerrado pelo presidente francês, Emmanuel Macron.
De acordo com Lescure, a iniciativa busca reforçar o papel dos ministérios da Fazenda no "rastreamento de fluxos financeiros ilegais que financiam o terrorismo, mas também o narcotráfico e o crime organizado".
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