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Itália aprova projeto de lei para retomar exploração de energia nuclear

Governo Meloni agora terá até um ano para regulamentar o setor

23 set 2026 - 12h40
(atualizado às 13h13)
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Resumo
O Senado da Itália aprovou um projeto de lei do governo de Giorgia Meloni para retomar a produção de energia nuclear, banida desde 1987 após o desastre de Chernobyl. A iniciativa visa reduzir a dependência externa e a alta dos preços energéticos, focando em pequenos reatores modernos em vez de grandes centrais. O Executivo terá até um ano para regulamentar o setor, que é defendido pelo governo como essencial à segurança nacional, mas criticado pela oposição como ineficaz a curto prazo.

O Senado da Itália aprovou nesta quarta-feira (23), de forma definitiva, um projeto de lei do governo de Giorgia Meloni para voltar a explorar a energia nuclear, que está banida no país desde um referendo realizado no fim dos anos 1980.

Governo italiano aposta em reatores de pequenas dimensões
Governo italiano aposta em reatores de pequenas dimensões
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O texto já havia sido chancelado pela Câmara dos Deputados em junho passado, e agora o Executivo terá até um ano para regulamentar o setor, que deve se concentrar em pequenos reatores.

"Após 40 anos, a Itália volta a ter um quadro de regras para produzir energia nuclear, o que é uma escolha corajosa e de bom senso", comemorou Meloni.

A medida chega na esteira da disparada dos preços de energia devido às guerras na Ucrânia e no Irã. Antes do conflito no leste europeu, a Itália era altamente dependente do gás natural russo, porém a invasão deflagrada em 2022 fez Roma recorrer a fornecedores no Oriente Médio, agora impactados pelo prolongado bloqueio no Estreito de Ormuz.

"Hoje é um dia histórico para a Itália. A energia nuclear sustentável, junto com as fontes renováveis, tornará a Itália um país seguro, independente e competitivo", disse o ministro do Meio Ambiente e da Segurança Energética, Gilberto Pichetto Fratin, autor do projeto de lei.

"Já estamos trabalhando para redigir os decretos para aplicar a lei de forma concreta. Faremos isso certamente até o fim do ano", acrescentou. Já o senador Peppe De Cristofaro, da Aliança dos Verdes e da Esquerda (AVS), afirmou que a iniciativa é uma "gigantesca distração de massa" para não responder sobre o "fracasso das políticas energéticas do governo".

"Nenhum benefício chegará da energia nuclear. Centrais e tecnologias ainda não estão disponíveis; enquanto isso, continuamos queimando gás e dependendo de importações", salientou.

O objetivo da gestão Meloni é retomar a produção de energia nuclear, mas com foco em pequenos reatores de última geração, em detrimentos de grandes centrais. A Itália abandonou essa fonte energética em 1987, após um referendo realizado na esteira do desastre de Chernobyl, ocorrido no ano anterior.

Ansa - Brasil
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