Milei critica ONU e afirma que questão das Malvinas é 'causa nacional'
Presidente argentino declarou que entidade 'virou uma organização inútil'
Na Assembleia Geral da ONU, Javier Milei chamou a entidade de inútil e a acusou de omissão na disputa pelas ilhas Malvinas, que definiu como causa nacional. O presidente argentino cobrou do Reino Unido a retomada do diálogo pela soberania e condenou a exploração ilegal de recursos naturais no arquipélago. A declaração ocorre após Buenos Aires protestar contra a decisão britânica de estender licenças para a exploração de hidrocarbonetos na região sem o consentimento da Argentina.
Em seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), o presidente da Argentina, Javier Milei, criticou duramente a organização e afirmou que a questão envolvendo as ilhas Malvinas "é uma causa nacional".
O mandatário sul-americano acusou a ONU de não ter agido diante da disputa entre Argentina e Reino Unido pela soberania do território. Além disso, afirmou que a entidade "virou uma organização inútil, que só serve para alimentar uma casta de parasitas".
"Os chamados defensores dos direitos humanos permitiram o caos, as ditaduras e o genocídio na África. Sempre votou contra Israel, mas permaneceu em silêncio diante do terrorismo islâmico e do genocídio de cristãos", disse Milei.
O presidente argentino também pediu aos britânicos que retomem as negociações para buscar uma solução para a disputa de soberania envolvendo as Malvinas. Segundo Milei, o território é uma das grandes causas de seu governo.
"A questão das ilhas Malvinas não se resume somente à Argentina e ao Reino Unido, mas também levanta questões sobre esta organização levar em conta as próprias resoluções. Apelamos mais uma vez para que se engaje no diálogo a fim de achar uma solução pacífica e discutir a exploração dos recursos naturais", disse.
Milei ainda prometeu que a Argentina não permanecerá "indiferente àqueles que exploram recursos em uma ocupação estrangeira ilegal" e garantiu que o país "não ficará esperando que a ONU e a comunidade internacional vivam à altura de seu próprio mandato".
"Nós ficamos acostumados a debater como dividir o que restou, em vez de nos perguntarmos como crescer de novo, como reconstruir o que perdemos. Isso acabou", acrescentou.
Buenos Aires apresentou um protesto formal ao Reino Unido devido à decisão das autoridades das Malvinas de prorrogar por cinco anos as licenças para a exploração de hidrocarbonetos nas águas do arquipélago. A medida é considerada pelo governo argentino contrária ao direito internacional e aos seus direitos de soberania.
A prorrogação das licenças, anunciada pelo governo das ilhas com o "total apoio" de Londres, provocou uma reação imediata do governo de Milei, que entregou uma nota de protesto ao embaixador britânico em Buenos Aires. .
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