Itália anuncia medidas para conter alta dos combustíveis por guerra no Irã
Preços dispararam em virtude da troca de hostilidades no Oriente Médio
O gabinete da primeira-ministra Giorgia Meloni aprovou um decreto para reduzir os preços dos combustíveis, que dispararam no país em virtude da crise desencadeada pela guerra no Irã.
Uma das principais ações aprovadas durante a reunião do Conselho de Ministros foi um corte temporário, de 20 dias, nos impostos sobre os combustíveis, com o objetivo de conter os preços da gasolina.
A medida prevista no documento também "absorverá" o fortalecimento do cartão social, que, de outra forma, beneficiaria apenas trabalhadores de baixa renda. O texto inclui ainda auxílios para o transporte rodoviário e o setor pesqueiro, além de ações legais das autoridades locais contra a prática de preços abusivos.
As medidas, orçadas em cerca de 1 bilhão de euros, têm caráter temporário, mas o governo italiano está pronto para estendê-las caso a guerra no Oriente Médio se prolongue.
Giorgia Meloni, primeira-ministra da Itália, afirmou em entrevista ao Tg1 que o decreto introduzirá um corte de "25 centavos por litro" nos preços dos combustíveis.
"O Conselho de Ministros aprovou um decreto sobre combustíveis que prevê um corte substancial nos impostos especiais de consumo, o que se traduzirá em uma redução do preço do diesel e da gasolina. A partir das próximas horas, os italianos pagarão menos do que alemães, franceses e espanhóis", celebrou o vice-premiê e ministro da Infraestrutura e Transportes da Itália, Matteo Salvini.
Já Antonio Tajani, ministro das Relações Exteriores da Itália, afirmou que o governo deseja "evitar que a alta dos preços do petróleo e do gás impacte o dia a dia de todos os cidadãos".
"Para evitar especulações, também decidimos implementar controles muito rigorosos nos postos de gasolina, bem como nos fornecedores de combustíveis", acrescentou o chanceler. .