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Israel e Hamas entram em conflito em Gaza enquanto os esforços de trégua aceleram

25 fev 2024 - 13h03
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Tropas israelenses e palestinos armados entraram em confronto na Faixa de Gaza no fim de semana, enquanto mediadores para uma trégua aceleravam o ritmo das negociações para um possível cessar-fogo para libertar os reféns detidos pelo Hamas e para oferecer uma medida de trégua do Ramadã ao território devastado.

As perspectivas de qualquer trégua pareciam incertas, no entanto, com Israel dizendo estar planejando ampliar suas ações para destruir o Hamas, enquanto a facção islâmica se mantém firme na exigência de um fim definitivo para a guerra que já dura quase cinco meses.

Moradores disseram que as forças israelenses bombardearam diversas áreas da região enquanto tanques chegavam a Beit Lahiya e soldados e homens armados travavam batalhas contínuas no setor Zeitoun da Cidade de Gaza - ambos no norte, conquistados no início da ofensiva.

Pelo menos 86 palestinos morreram em ataques israelenses desde sábado, disseram médicos neste domingo.

Os militares de Israel disseram que dois soldados morreram em combates no sul de Gaza e que as suas forças mataram ou capturaram palestinos armados em Zeitoun e em outros lugares.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, convocou seu gabinete de guerra para uma reunião na noite de sábado com chefes de inteligência, que retornaram de outra reunião com mediadores do Catar, Egito e Estados Unidos, que acontecia, em Paris, sobre um possível segundo cessar-fogo em Gaza.

O conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, disse ao programa da CNN "Estado da União" que os mediadores dos Estados Unidos, Egito, Catar e Israel "chegaram a um entendimento" sobre os contornos básicos de um acordo para liberação de reféns durante as negociações em Paris.

O acordo ainda está em negociação, disse Sullivan, acrescentando que terá de haver discussões indiretas do Catar e do Egito com o Hamas.

Netanyahu disse ao programa "Face the Nation", da CBS, que ainda não estava claro se um acordo de reféns aconteceria a partir das negociações, recusando-se a discutir detalhes, mas dizendo que o Hamas precisava fazer exigências mais razoáveis.

"Eles estão em outro planeta. Mas se chegarem a uma situação razoável, então sim, teremos um acordo de reféns. Espero que sim", disse.

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