Israel busca derrota militar do Irã, não a queda do regime, afirma fonte de segurança
Ainda segundo esta fonte, o prazo para o encerramento do conflito e como isso deverá ocorrer ainda estão em aberto
De acordo com uma fonte do alto escalão de segurança citada de forma anônima pela TV pública israelense, o objetivo mais realista a ser alcançado não é o colapso do regime iraniano, mas a redução de suas capacidades de ataque contra Israel. Por isso, neste momento não há um prazo definido ou um critério determinado para o fim da guerra. Ainda segundo esta fonte, o prazo para o encerramento do conflito e como isso deverá ocorrer ainda estão em aberto.
Segundo apurou a RFI, as autoridades israelenses trabalham com a possibilidade de que em breve o governo dos Estados Unidos pressione o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para encerrar a guerra. A avaliação interna é de que o presidente norte-americano, Donald Trump, poderá exigir o fim das ações militares no Irã até de forma repentina e inesperada. Este cenário tem levado Israel a buscar maximizar os ganhos militares de forma mais acelerada.
Sob o ponto de vista do discurso público, as autoridades israelenses, inclusive o próprio Netanyahu, têm repetido que o objetivo não é causar diretamente o colapso do regime iraniano, mas "criar as condições para permitir ao povo iraniano sair às ruas e determinar o próprio futuro".
Segundo fontes militares citadas pela imprensa local, Israel avalia que em alguns dias os disparos de mísseis pelo Irã vão diminuir de forma significativa, permitindo a retomada gradual da normalidade no cotidiano de Israel.
Já no Irã, temendo o retorno das manifestações populares contra o regime, o chefe de polícia, Ahmadreza Radan, advertiu que "qualquer pessoa que for às ruas a mando do inimigo será confrontada como inimiga, não como manifestante".
"Todas as nossas forças de segurança estão com o dedo no gatilho", declarou à televisão estatal.
Irã multiplica ataques
No décimo segundo dia da guerra no Oriente Médio, o Irã afirma ter realizado seu ataque mais intenso desde o início do conflito. Dois navios foram atingidos por projéteis nas últimas horas. Um porta-contêineres foi danificado ao largo dos Emirados Árabes Unidos durante a madrugada e, algumas horas depois, uma embarcação que transportava grãos foi alvo de um ataque a 11 milhas náuticas ao norte de Omã. Apesar do incêndio a bordo, a tripulação pôde ser resgatada.
Quatro pessoas ficaram feridas por destroços de drones perto do aeroporto de Dubai. Em Doha, no Catar, várias explosões foram registradas, e o governo decretou um nível elevado de alerta, pedindo que a população permanecesse em casa e se afastasse das janelas.
O Exército israelense anunciou ter detectado uma nova onda de mísseis sobre seu território. Explosões foram ouvidas em Jerusalém. O canal israelense Channel 12 informa que há vários feridos perto de Tel Aviv.