Script = https://s1.trrsf.com/update-1779108912/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Mundo

Publicidade

Israel anuncia liberação de todos militantes que estavam na flotilha para Gaza

Todos os membros da flotilha humanitária para Gaza interceptada na terça‑feira (19) pela marinha israelense foram expulsos de Israel, anunciou nesta quinta‑feira (21) o Ministério das Relações Exteriores do país. O tratamento dado aos militantes após a prisão gerou indignação.

21 mai 2026 - 13h33
Compartilhar
Exibir comentários

Antes de serem levados à prisão, os militantes foram obrigados a se ajoelhar, enfileirados, com as mãos amarradas nas costas, na presença do ministro israelense da Segurança Nacional, Itamar Ben‑Gvir.

Ativistas da Frota Global Sumud, que haviam sido detidos pelas forças israelenses, desembarcam de um avião no Aeroporto de Istambul, na Turquia, em 21 de maio de 2026.
Ativistas da Frota Global Sumud, que haviam sido detidos pelas forças israelenses, desembarcam de um avião no Aeroporto de Istambul, na Turquia, em 21 de maio de 2026.
Foto: REUTERS - Murad Sezer / RFI

O comportamento do ministro de extrema direita, caminhando entre os militantes amarrados, foi denunciado por vários países, entre eles a França, que convocaram os embaixadores israelenses.

Trinta e sete cidadãos franceses foram expulsos para a Turquia, declarou nesta quinta‑feira Pascal Confavreux, porta‑voz do Ministério das Relações Exteriores. Coreia do Sul, Espanha e Irlanda já haviam anunciado a libertação de seus cidadãos.

O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, havia declarado que o país planejava organizar voos especiais partindo de Israel para repatriar seus cidadãos e também alguns militantes de países terceiros que estavam detidos.

França, Itália, Países Baixos, Portugal, Espanha e Canadá anunciaram na quarta‑feira (20) a convocação dos embaixadores israelenses. Polônia e Reino Unido se juntaram à lista nesta quinta‑feira.

"Esse comportamento viola as normas mais básicas de respeito e dignidade humana", declarou o Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido em comunicado. "Estamos também profundamente preocupados com as condições de detenção descritas e exigimos explicações das autoridades israelenses", acrescenta a nota.

Itália e Polônia exigiram desculpas de Israel, e a Polônia chegou a pedir que a entrada de Itamar Ben‑Gvir em seu território fosse proibida.

O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, declarou que Itamar Ben‑Gvir "traiu a dignidade de sua nação".

"Não conforme aos valores e normas israelenses"

Itamar Ben‑Gvir também foi alvo de críticas da coalizão governista e do primeiro‑ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que descreveu o tratamento dado aos militantes como "não conforme aos valores e normas israelenses".

O jornalista italiano Alessandro Mantovani, um dos militantes separados dos demais e repatriados mais cedo por avião, declarou ter sido espancado ao chegar ao centro de detenção israelense, que descreveu como um "lugar de terror".

"Me bateram, me deram chutes nas pernas e socos no rosto. São pessoas que sabem o que fazem, então não tenho marcas visíveis importantes (...) Eles batiam em você e diziam 'Bem‑vindo a Israel'", contou ele aos jornalistas ao chegar ao aeroporto de Roma.

Outro militante italiano, Dario Carotenuto, deputado do Movimento 5 Estrelas, afirmou ter recebido um soco no olho e chutes durante sua detenção. O Ministério das Relações Exteriores de Israel não respondeu imediatamente a pedidos de comentário sobre essas alegações.

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, declarou‑se nesta quinta‑feira "consternado" com o tratamento infligido por Itamar Ben‑Gvir aos membros da flotilha humanitária.

Um porta‑voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos pediu que os responsáveis prestem contas.

Segundo os organizadores da flotilha, 430 militantes de 40 nacionalidades estavam presentes nos 50 navios da operação.

As embarcações da flotilha Global Sumud ("sumud" significa "perseverança" em árabe) haviam partido pela terceira vez na quinta‑feira passada do sul da Turquia, após tentativas anteriores fracassadas. O objetivo era fornecer ajuda aos habitantes de Gaza, que enfrentam uma grave crise humanitária.

Com AFP

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra