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Iranianos celebram 40 anos da Revolução Islâmica

Gritos de "morte à América" marcaram a manifestação

11 fev 2019
09h44
atualizado às 10h59
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Centenas de milhares de pessoas saíram às ruas de diversas cidades do Irã nesta segunda-feira (11) para celebrar o 40º aniversário da Revolução Islâmica, que determinou o fim do regime autoritário e pró-Ocidente do xá Mohammad Reza Pahlavi e introduziu uma teocracia xiita no país persa.

Como de hábito, a efeméride serviu de combustível para protestar contra os Estados Unidos. Na icônica praça Azadi, em Teerã, símbolo da revolta de 1979, os manifestantes entoaram o slogan "morte à América", na presença do presidente Hassan Rohani.

"A presença do povo nesta celebração prova que os complôs de nossas inimigos foram desmantelados. Não permitiremos que os Estados Unidos vençam essa guerra", afirmou o mandatário para a multidão reunida em Teerã.

Mulher olha para imagem do aiatolá Ruhollah Khomeini, um dos líderes da revolução de 1979
Mulher olha para imagem do aiatolá Ruhollah Khomeini, um dos líderes da revolução de 1979
Foto: Alaa al-Marjani / Reuters

"Os EUA anunciaram repetidamente que o Irã cairia, mas não serviu de nada. Ao contrário, o Irã assumiu uma posição mais forte. Graças à sua resistência e união, o Irã superará os problemas e as barreiras", acrescentou.

O país persa é alvo de novas sanções dos Estados Unidos, que, sob o governo de Donald Trump, romperam o acordo nuclear assinado em 2015 e pressionam seus aliados ocidentais a não fazerem negócios com o Irã. Um dos motivos para Trump retirar os EUA do pacto é o programa balístico iraniano, que, segundo Rohani, não retrocederá.

"Não pediremos permissão a ninguém para produzir qualquer tipo de míssil com fins defensivos", disse. A Revolução atingiu seu auge em 11 de fevereiro de 1979, quando as Forças Armadas do xá se renderam e permitiram que o líder da revolta, aiatolá Ruhollah Khomeini, declarasse o Irã uma República Islâmica.

As festividades pelos 40 anos da Revolução começaram em 1º de fevereiro, data em que Khomeini retornou a seu país depois de 14 anos no exílio. Ele foi o líder supremo do Irã até sua morte, em 3 de junho de 1989, e foi sucedido por Ali Khamenei, no poder até hoje.

O Irã vive seu momento de maior protagonismo no cenário internacional desde a fundação da República Islâmica, buscando se contrapor ao poderio da Arábia Saudita, principal potência sunita do Oriente Médio, e de Israel.

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