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Irã segue com disparos em meio a ataques israelenses a Teerã e drones lançados do Iêmen

30 mar 2026 - 07h59
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‌O Irã disparou várias ondas de mísseis contra Israel na segunda-feira e prometeu "punir o agressor", enquanto as forças israelenses bombardeavam Teerã e os preços do petróleo subiam depois que os houthis, do Iêmen, entraram na guerra no Oriente Médio.

Fumaça após ataque de míssil iraniano no sul de Israel
 29 de março de 2026    REUTERS/Amir Cohen
Fumaça após ataque de míssil iraniano no sul de Israel 29 de março de 2026 REUTERS/Amir Cohen
Foto: Reuters

As Forças Armadas de Israel disseram que dois drones ⁠do Iêmen foram interceptados na segunda-feira, dois dias depois que os houthis, ‌alinhados ao Irã, dispararam mísseis contra Israel pela primeira vez desde o início da guerra dos EUA e de Israel contra o ‌Irã, que se espalhou pela região.

Os militares ‌israelenses disseram que suas forças estavam visando o que descreveram ⁠como infraestrutura militar em Teerã e lançaram um ataque à infraestrutura na capital libanesa, Beirute, usada pelo Hezbollah. O grupo libanês apoiado pelo Irã também disparou mais foguetes contra Israel na segunda-feira, segundo as autoridades israelenses.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse no domingo que os Estados ‌Unidos e o Irã têm se reunido "direta e indiretamente" e que os ‌novos líderes do Irã -- ⁠após a morte ⁠do líder supremo do Irã em 28 de fevereiro -- têm sido "muito razoáveis".

Mas ele também ⁠tem enviado mais tropas norte-americanas para ‌a região, o que levou ‌o presidente do Parlamento iraniano a acusar Washington de enviar mensagens sobre possíveis negociações enquanto planeja uma invasão terrestre e provocando ainda mais desafio de Teerã.

O ministro da Defesa interino do Irã, Majid ⁠Ebn-e Reza, foi citado pela agência de notícias iraniana IRNA na segunda-feira, dizendo ao seu colega turco que Teerã continuará a "punir os agressores, criar dissuasão e garantir que a guerra não se repita".

A guerra, que já dura um mês, se ‌espalhou pela região, matando milhares de pessoas, causando a maior interrupção de todos os tempos no fornecimento de energia e atingindo a economia ⁠global.

O fechamento quase total do Estreito de Ormuz pelo Irã tem perturbado gravemente os mercados de energia, pois ele é um canal para cerca de um quinto dos suprimentos de petróleo e gás natural liquefeito do mundo.

Os ataques dos houthis a Israel aumentam a perspectiva de que eles poderiam atacar e bloquear uma segunda rota de navegação importante, o Estreito de Bab el-Mandeb.

De acordo com o Financial Times, Trump afirmou no domingo que os EUA poderiam tomar a ilha de Kharg, de onde o Irã exporta grande parte de seu petróleo, mas também que um cessar-fogo poderia ocorrer rapidamente. Assumir o controle de Kharg exigiria tropas terrestres.

((Tradução Redação São Paulo)) REUTERS TR

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