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Irã e Europa pouco avançam em negociações antes de novas sanções da ONU, dizem diplomatas

17 set 2025 - 11h53
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Ministros iranianos e europeus fizeram pouco progresso nas negociações desta quarta-feira com o objetivo de evitar a reimposição de sanções internacionais a Teerã no final deste mês por seu programa nuclear, disseram dois diplomatas europeus e um iraniano.

Reino Unido, França e Alemanha -- o chamado E3 -- iniciaram um processo de 30 dias no final de agosto para impor novamente as sanções da ONU. Os países estabeleceram condições para que Teerã cumprisse neste mês de setembro, a fim de convencê-los a estender o "mecanismo de recuperação".

A oferta do E3 para estender o mecanismo por até seis meses, a fim de permitir negociações sérias, exige que o Irã restaure o acesso dos inspetores nucleares da ONU -- que buscariam contabilizar o grande estoque iraniano de urânio enriquecido -- e se envolva em negociações com os EUA.

O status dos estoques de urânio enriquecido do Irã é desconhecido desde que Israel e EUA bombardearam instalações nucleares iranianas, em junho.

CONVERSAS DE QUARTA-FEIRA SEGUIRAM ACORDO

O telefonema desta quarta-feira entre os ministros das Relações Exteriores do E3, o chefe de política externa da União Europeia e seu homólogo iraniano ocorreu após um acordo alcançado pelo Irã e pela Agência Internacional de Energia Atômica, na semana passada, sobre a retomada da cooperação entre Teerã e o órgão de vigilância nuclear da ONU. Isso inclui, a princípio, a inspeção de instalações nucleares.

Vários diplomatas ocidentais disseram, no entanto, que o acordo não é detalhado o suficiente, não estabelece um prazo para o Irã e deixa a porta aberta para que o país continue a obstruir o acordo.

Também não houve nenhuma indicação de disposição do Irã em retomar as negociações com Washington.

O Irã diz que ainda está trabalhando para refinar a forma como irá cooperar com a agência.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Alemanha disse no X, após a ligação desta quarta-feira, que o E3 havia "ressaltado que o Irã ainda precisa tomar as ações razoáveis e precisas necessárias para chegar a uma extensão da resolução 2231". Ele acrescentou que as sanções seriam impostas novamente "na ausência de ações concretas nos próximos dias".

As sanções atingiriam os setores financeiro, bancário, de hidrocarbonetos e de defesa do Irã.

Quatro diplomatas europeus e uma autoridade iraniana disseram, antes da ligação, que o cenário mais provável seria que o E3 prosseguisse com as sanções. Dois dos diplomatas também disseram que, mesmo com um acordo de última hora, era improvável que Washington o apoiasse.

Um diplomata iraniano afirmou que Teerã reiterou na ligação desta quarta-feira que o Irã tomaria medidas em resposta, se a decisão de restaurar as sanções da ONU fosse tomada.

"O entendimento em Teerã é que as sanções da ONU serão reimpostas. É por isso que Teerã se recusa a fazer concessões", disse uma autoridade iraniana.

O Ocidente diz que o avanço do programa nuclear do Irã vai além das necessidades civis, enquanto Teerã diz que deseja energia nuclear apenas para fins pacíficos.

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