Irã diz que dezenas de pessoas foram presas, incluindo estrangeiro ligado aos EUA e Israel, segundo mídia estatal
O Irã prendeu dezenas de pessoas, incluindo um estrangeiro, por supostamente espionar para os "inimigos" do país, informou o Ministério da Inteligência nesta terça-feira, em meio a uma guerra contínua com os EUA e Israel.
Os EUA e Israel lançaram ataques aéreos contra o Irã em 28 de fevereiro, matando o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, e vários comandantes.
Durante o conflito em curso, o Irã lançou ataques de retaliação contra países do Golfo Pérsico que são aliados dos EUA e abrigam bases militares norte-americanas.
Sem identificar a nacionalidade da pessoa presa, o Ministério da Inteligência do Irã disse que o estrangeiro "estava conduzindo espionagem em nome dos Estados Unidos e de Israel, e agindo como representante de dois países do Golfo", segundo a mídia estatal.
Nos últimos anos, o Corpo da Guarda Revolucionária do Irã prendeu dezenas de cidadãos com dupla nacionalidade e estrangeiros, a maioria por espionagem e acusações relacionadas à segurança.
Grupos de direitos humanos acusam a República Islâmica de tentar obter concessões de outros países por meio de prisões sob acusações de segurança que podem ter sido forjadas. Teerã nega a prisão de pessoas por motivos políticos.
O ministério também disse que "30 espiões, mercenários internos e agentes operacionais de Israel e dos EUA" foram presos nos últimos dias.
Separadamente, o chefe de polícia do Irã, Ahmadreza Radan, disse à TV estatal que cerca de 81 pessoas foram detidas até agora por "compartilhar informações internas do Irã com a mídia hostil e inimigos". Ele não forneceu mais informações.