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Igreja Ortodoxa Ucraniana celebra primeiro Natal livre de "grilhões" russos

7 jan 2019 - 18h12
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A Igreja Ortodoxa da Ucrânia celebrou nesta segunda-feira seu primeiro Natal fora do controle russo, e o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, afirmou que o documento que garante a recém-conquistada independência da igreja quebrou "os últimos grilhões nos prendendo a Moscou".

Patriarca Bartholomeu I entrega o Tomos, decreto que garante a independência da Igreja Ortodoxa Ucraniana, ao metropolitano Epifânio, em catedral em Istambul
06/01/2019
REUTERS/Murad Sezer
Patriarca Bartholomeu I entrega o Tomos, decreto que garante a independência da Igreja Ortodoxa Ucraniana, ao metropolitano Epifânio, em catedral em Istambul 06/01/2019 REUTERS/Murad Sezer
Foto: Reuters

Centenas de ucranianos fizeram fila debaixo de neve após cerimônia de duas horas na Catedral de Santa Sofia, em Kiev, para ver o documento, conhecido como "Tomos" e que só foi concedido ao chefe da nova igreja, o metropolitano Epifânio, no domingo.

Muitos cristãos ortodoxos celebram o Natal no dia 7 de janeiro, e não em 25 de dezembro, uma vez que seguem um calendário diferente.

Acompanhado por Poroshenko, Epifânio adentrou a catedral nesta segunda-feira carregando o decreto, na forma de um pergaminho branco enrolado. Clérigos vestindo robes brancos desenrolaram o documento e o colocaram em frente a iconóstase, um mural altamente decorado que separa o santuário da nave em igrejas ortodoxas.

"Pela primeira vez, nós celebramos o Natal com uma igreja independente e autocéfala" disse Poroshenko após a cerimônia. "É a base da nossa liberdade espiritual, quebramos os últimos grilhões nos prendendo a Moscou", disse o presidente, que enfrenta uma difícil campanha de reeleição este ano.

A Rússia se opõe a decisão de conceder status independente a Igreja Ucraniana, comparando o movimento com o Grande Cisma de 1054 que dividiu o cristianismo do Ocidente e do Oriente.

A Igreja Ortodoxa Russa em Moscou tem chamado os líderes da Igreja Ucraniana de charlatões e cismáticos e o presidente russo, Vladimir Putin, tem alertado sobre possíveis confrontos.

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