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Igreja Católica muda doutrina para se opor à pena de morte

Religião permitiu a punição capital em casos extremos por séculos, mas posicionamento começou a mudar com João Paulo II

2 ago 2018 08h55
| atualizado às 10h01
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A Igreja Católica alterou formalmente sua doutrina nesta quinta-feira para declarar a pena de morte inadmissível em todas as circunstâncias.

A Igreja de 1,2 bilhão de membros permitiu a pena de morte em casos extremos durante séculos, mas seu posicionamento começou a mudar sob o regime do papa João Paulo II, que morreu em 2005.

O Papa Francisco, líder máximo da Igreja Católica
O Papa Francisco, líder máximo da Igreja Católica
Foto: Tony Gentile / Reuters

O Vaticano anunciou que havia alterado seu catecismo universal, um resumo da doutrina da Igreja, para refletir a total oposição do papa Francisco à pena de morte.

De acordo com o novo texto, "a pena de morte é inadmissível porque é um ataque contra a inviolabilidade e dignidade da pessoa", disse, citando discurso do papa Francisco.

O novo posicionamento deve enfrentar forte oposição de católicos em países como os Estados Unidos, onde muitos membros da Igreja apoiam a pena de morte.

A mudança foi promulgada pela Congregação para a Doutrina da Fé, organização responsável por promulgar e defender a doutrina católica.

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