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Hospital de Kiev foi atingido diretamente por míssil russo, sugere análise da ONU

9 jul 2024 - 12h26
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Uma missão de direitos humanos da ONU disse nesta terça-feira que há uma "alta probabilidade" de que o principal hospital infantil de Kiev tenha sido atingido diretamente por um míssil russo durante uma série de ataques aéreos em cidades ucranianas, enquanto o Kremlin continua a negar envolvimento.

A Ucrânia hasteou suas bandeiras a meio mastro em um dia de luto nacional para marcar a morte de 41 pessoas em todo o país nos ataques aéreos de segunda-feira, incluindo quatro crianças e duas pessoas no hospital infantil Okhmatdyt, na capital.

"A análise das imagens de vídeo e uma avaliação feita no local do incidente indicam uma alta probabilidade de que o hospital infantil tenha sofrido um ataque direto em vez de receber danos devido a um sistema de interceptação de armas", disse o chefe da Missão de Monitoramento dos Direitos Humanos da ONU na Ucrânia.

O serviço de segurança da Ucrânia afirmou ter provas inequívocas de que a instalação médica foi atingida por um míssil de cruzeiro russo Kh-101 durante a série de ataques mais letais dos últimos meses, e publicou imagens do que disse serem fragmentos da arma.

O Kremlin disse, sem fornecer provas, que foi fogo antimísseis ucraniano, e não russo, que atingiu o hospital infantil, que é um dos maiores da Europa e trata pacientes com doenças graves, como câncer e doenças renais.

Os danos no local geraram milhões de dólares em doações de dentro da Ucrânia e do exterior, mais de 28 meses desde a invasão em grande escala da Rússia em fevereiro de 2022.

Nesta terça-feira, a Otan inicia uma cúpula de três dias dos líderes da aliança em Washington, com a presença do presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy, que busca obter compromissos dos aliados para reforçar as defesas aéreas da Ucrânia e aumentar seu apoio militar.

As forças russas estão avançando lentamente e reivindicaram na terça-feira a captura da vila de Yasnobrodivka, na região de Donetsk. Não houve comentários imediatos por parte da Ucrânia, que há meses vem registrando fortes combates na região.

Durante uma visita a Moscou, o primeiro-ministro indiano Narendra Modi disse ao presidente russo Vladimir Putin que o "coração sangra" quando crianças são mortas em guerras, conflitos ou ataques terroristas.

A observação incisiva de Modi foi uma repreensão implícita a Putin, que momentos antes o havia recebido no Kremlin com uma declaração calorosa sobre a importância dos laços estratégicos entre os dois países.

Zelenskiy criticou a viagem de Modi à Rússia, chamando-a de "uma enorme decepção e um golpe devastador para os esforços de paz".

O líder ucraniano prometeu retaliação contra a Rússia após os ataques de segunda-feira, e o Ministério da Defesa da Rússia disse posteriormente que abateu 38 drones. Um governador regional russo relatou incêndios em um depósito de petróleo e em uma subestação de eletricidade.

Uma fonte de segurança disse à Reuters que drones ucranianos atacaram uma refinaria de petróleo russa, um campo de aviação militar e uma subestação de eletricidade em uma operação conjunta.

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