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Hong Kong prende 5 diretores de site pró-democracia

Ato foi visto como mais um ataque à liberdade de imprensa

17 jun 2021 - 09h53
(atualizado às 09h59)
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O Departamento da Segurança da polícia de Hong Kong prendeu cinco diretores do site jornalístico pró-democracia "Apple Daily" em uma ação de busca e apreensão nos escritórios do tabloide nesta quinta-feira (17).

A justificativa para a prisão teve como base a polêmica Lei de Segurança Nacional, aprovada em 2020, e, segundo os agentes, os acusados foram detidos "por colusão com um país estrangeiro ou com elementos externos para colocar em risco a segurança nacional".

Entre os detidos, está o principal responsável pelo portal, Ryan Law, que se une na prisão ao fundador do "Apple Daily", o magnata Jimmy Lai, que responde a diversos processos pelo mesmo "crime". Também foi presa a CEO da holding Next Digital, Cheung Kim-hung.

Além das detenções e da apreensão de documentos, as autoridades judiciais anunciaram o congelamento de 18 milhões de dólares locais de ativos do "Apple Daily" - o que equivale a cerca de R$ 11,3 milhões. Ao todo, 500 agentes foram mobilizados para entrar nos escritórios do site.

O chefe do Departamento de Segurança, John Lee, acusou o tabloide de "usar o trabalho jornalístico como instrumento para colocar em risco a segurança nacional" e que os repórteres do site "não são normais". "Mantenham distância", disse aos cidadãos, referindo-se para não ajudar nas matérias da publicação.

Em nota oficial, o "Apple Daily" informou que a ação mostra que a "liberdade de imprensa está por um fio" no território autônomo chinês e que os sites pró-democracia "estão sofrendo uma ação direcionada por parte do regime".

"Todos os membros do 'Apple Daily' permanecerão firmes e fortes" em suas funções, acrescenta a nota.

A China vem aumentando sua ação em Hong Kong desde os protestos pró-democracia de 2019 e, no ano passado, aprovou uma nova legislação mais dura contra aqueles que criticam o sistema.

As ações não atingem apenas os jornalistas e os sites, mas também os civis - que tiveram suas liberdades de protestos reduzidas - e os políticos, que precisarão prestar juramento de fidelidade à China. .

Ansa - Brasil
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