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Herdeiro da EssilorLuxottica renuncia a cargos na empresa

Leonardo Maria Del Vecchio mostrou descontentamento com gestão do grupo

25 ago 2026 - 08h05
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Resumo
Leonardo Maria Del Vecchio renunciou aos cargos de chefe de estratégia e presidente da Ray-Ban na EssilorLuxottica para focar em novos projetos. Em carta de despedida, o herdeiro criticou a atual gestão da companhia como "distante e impessoal". Dono de 12,5% da holding controladora Delfin, sua saída ocorre em meio a disputas entre os oito herdeiros pelo espólio do fundador, falecido em 2022, e divergências com a liderança do CEO Francesco Milleri.

O executivo italiano Leonardo Maria Del Vecchio renunciou a todos os cargos que ocupava na gigante do setor de óculos EssilorLuxottica para se dedicar a novos projetos empresariais.

    A notícia foi confirmada nesta terça-feira (25) por um porta-voz do grupo ítalo-francês. Filho de Leonardo Del Vecchio, o finado fundador da Luxottica, o bilionário era chefe de estratégia da companhia e presidente da marca Ray-Ban.

    "Agradecemos a Leonardo Maria por ter contribuído para o crescimento do grupo e para a realização da visão estratégica desejada por seu pai. Desejamos a ele o mesmo sucesso em sua nova aventura", declarou o porta-voz.

    Del Vecchio comunicou sua renúncia em uma carta ao CEO e presidente da EssilorLuxottica, Francesco Milleri, e ao conselho de administração, na qual criticou a gestão atual da empresa, classificando-a como "distante e impessoal", e disse que é preciso colocar as pessoas "de novo no centro".

    Leonardo Maria Del Vecchio é um dos homens mais ricos da Itália e detém 12,5% da holding Delfin, que controla 32,2% das ações da EssilorLuxottica, maior produtora mundial de óculos e lentes, 17,5% do banco Monte dei Paschi di Siena, 10% da seguradora Generali e 2,7% do banco UniCredit.

    A renúncia ocorre em meio a desacordos entre os oito herdeiros de Leonardo Del Vecchio (seis filhos, a viúva Nicoletta Zampillo e um enteado) sobre a execução de seu testamento, que está em disputa desde a morte do patriarca, em 2022.

    Cada herdeiro recebeu uma fatia de 12,5% na Delfin, enquanto Milleri, assessor mais próximo de Leonardo Del Vecchio, foi nomeado presidente da holding e da EssilorLuxottica, além de CEO do grupo ótico. .

Ansa - Brasil
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