Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Hamas analisa proposta de cessar-fogo em Gaza; diretor de hospital é morto no norte do enclave

O grupo islamista Hamas disse, nesta quarta-feira (2), que estava analisando propostas para um cessar-fogo em Gaza encaminhadas por mediadores, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que Israel apoiava uma trégua de 60 dias no território palestino. Um ataque no norte da Faixa de Gaza matou o diretor do Hospital Indonésio, uma instituição privada.

2 jul 2025 - 15h43
Compartilhar
Exibir comentários

O grupo islamista Hamas disse, nesta quarta-feira (2), que estava analisando propostas para um cessar-fogo em Gaza encaminhadas por mediadores, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que Israel apoiava uma trégua de 60 dias no território palestino. Um ataque no norte da Faixa de Gaza matou o diretor do Hospital Indonésio, uma instituição privada.

Residência destruída por ataques aéreos israelenses em Al-Zawaideh, na Faixa de Gaza, em 1/7/25.
Residência destruída por ataques aéreos israelenses em Al-Zawaideh, na Faixa de Gaza, em 1/7/25.
Foto: © Abdel Kareem Hana / AP / RFI

Os quase 21 meses de guerra criaram uma situação humanitária terrível para mais de dois milhões de pessoas em Gaza, onde Israel recentemente expandiu suas operações militares. A Defesa Civil do território disse que os bombardeios israelenses mataram 33 pessoas somente nesta quarta-feira.

O porta-voz da agência, Mahmud Basal, disse que sete pessoas morreram em um ataque a um apartamento na Cidade de Gaza, incluindo o diretor do hospital indonésio - uma unidade privada no norte de Gaza - Marwan al-Sultan.

Na terça-feira, Trump pediu ao Hamas que aceitasse um cessar-fogo de 60 dias, após assegurar que Israel havia concordado em finalizar o acordo.

"Israel aceitou as condições necessárias para cumprir o cessar-fogo de 60 dias, durante o qual trabalharemos com todas as partes para encerrar a guerra", escreveu o presidente americano em sua plataforma Truth Social. "Espero, pelo bem do Oriente Médio, que o Hamas aceite este acordo, porque (caso contrário, a situação) não melhorará, só piorará", acrescentou.

O movimento islamista disse nesta quarta-feira que estava "realizando consultas nacionais para discutir as propostas que nos foram transmitidas pelos irmãos mediadores". O objetivo é "alcançar um acordo que garanta o fim da violência, a retirada (de Israel de Gaza) e a ajuda urgente ao nosso povo na Faixa de Gaza", acrescentou.

Sem mencionar Trump diretamente, o ministro israelense de Relações Exteriores, Gideon Saar, pediu que se aproveitasse a oportunidade para libertar os reféns em Gaza.

De acordo com a imprensa israelense, os dois principais ministros de extrema direita do gabinete de Benjamin Netanyahu - Bezalel Smotrich (Economia) e Itamar Ben Gvir (Segurança Nacional) - expressaram sua oposição a uma trégua com o Hamas na terça-feira. Sem o apoio dos dois ministros, Netanyahu perderia a maioria legislativa que sustenta seu governo.

 

Morte de diretor de hospital

Autoridades palestinas e testemunhas declararam nesta quarta-feira (2) que um bombardeio israelense matou o diretor do Hospital Indonésio, um estabelecimento de saúde privado localizado no norte da Faixa de Gaza.

Marouane al-Sultan foi encontrado morto em seu apartamento na cidade de Gaza após um ataque aéreo israelense, ao lado de sua esposa, de suas filhas e de um de seus genros, afirmou à AFP um membro da família, Ahmed al-Sultan.

Seu corpo foi levado ao hospital al-Chifa, informou à AFP o diretor da instituição, Mohammed Abou Salmiya. "Seu rosto estava irreconhecível, mal conseguimos identificá-lo", acrescentou.

"O assassinato do Dr. Marouane al-Sultan e de sua família é uma violação flagrante dos princípios humanitários e um ato de grave injustiça que deve ser punido", denunciou em comunicado a ONG indonésia Medical Emergency Rescue Committee, que fundou o Hospital Indonésio em 2016.

O movimento islamista palestino Hamas condenou um "crime horrível", em um comunicado publicado logo após o anúncio da Defesa Civil de Gaza, que relatou um primeiro balanço de sete mortos, incluindo o médico, em um ataque aéreo israelense ocorrido no início da tarde.

"A alegação de que civis não envolvidos foram atingidos durante o bombardeio está sendo analisada", declarou o exército israelense, ao ser questionado pela AFP sobre os fatos relatados pela Defesa Civil.

O exército afirmou ter "atingido um importante terrorista" do Hamas "na área da cidade de Gaza" nesta quarta-feira, sem fornecer mais detalhes.

O Hospital Indonésio já havia sido alvo de uma operação militar israelense em meados de maio. Na ocasião, o Ministério da Saúde do governo do Hamas em Gaza denunciou a destruição deliberada dos geradores elétricos da instituição.

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade