Guerra no Oriente Médio: Israel prevê relaxar restrições à população e reabrir aeroporto de Tel Aviv
Diante de uma situação de relativa segurança, as autoridades israelenses iniciaram um processo de relaxamento das restrições, permitindo que empresas voltem a receber funcionários, desde que possuam um abrigo antibombas para proteger os trabalhadores em caso de novos disparos por parte do Irã e do Hezbollah, no Líbano. Sob as mesmas condições, também estão permitidos eventos e reuniões com até 50 pessoas.
Henry Galsky, correspondente da RFI em Israel
Segundo informações obtidas pela RFI, nos próximos dias novas medidas de abertura interna podem ser anunciadas pelo governo israelense. As autoridades também indicaram que no domingo (8), dependendo da evolução da guerra, o aeroporto de Tel Aviv deverá operar voos para aqueles que quiserem deixar o país.
Estatísticas da guerra
Mais de três mil soldados e membros do regime do Irã foram mortos desde o início da guerra em ataques de Israel e dos Estados Unidos. O almirante Brad Cooper, do Comando Central americano (Centcom), indicou que pelo menos 30 navios da marinha iraniana já foram afundados em ataques americanos.
Apesar dos números considerados positivos por Israel e pelos Estados Unidos, o Irã continua a retaliar contra 12 países, expandindo a área do confronto. Até o momento, os iranianos dispararam cerca de 200 mísseis contra Israel. A maior parte dos projéteis foi interceptada.
Segundo as autoridades israelenses, apenas dois mísseis iranianos conseguiram atingir diretamente áreas residenciais em Israel. A maior parte dos danos foram causados por destroços de projéteis que caem no território israelense após o processo de interceptação.
Vítimas dos ataques
De acordo com a Estrela de David Vermelha, o serviço de resgate e atendimento médico de emergência, dez pessoas morreram nos ataques iranianos contra Israel. Houve atendimento a 502 feridos, e dois deles ainda estão em estado considerado grave.
No Irã, segundo a agência estatal Irna, que cita dados do Ministério das Relações Exteriores do país, mais de 1.200 pessoas foram mortas nos bombardeios israelenses.