'Guerra no Irã não tem base no direito internacional', diz UE
Kallas lembrou que uso da força é permitido mediante resolução da ONU
A alta representante da União Europeia, Kaja Kallas, sustentou nesta quinta-feira (19) que a guerra no Irã não tem uma base no direito internacional.
"Não há fundamento no direito internacional para um conflito no Irã", afirmou Kallas ao chegar ao Conselho Europeu. Ela lembrou ainda que o uso da força é permitido em casos de legítima defesa e mediante resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
"Como nada disso existe atualmente, os países da UE não têm intenção de entrar em guerra", enfatizou.
Na última reunião do Conselho de Relações Exteriores, "ministros alegaram que não fomos consultados" e alguns "chegaram a afirmar que tentamos convencer as partes a não iniciarem essa guerra, cujos objetivos desconhecemos", frisou Kallas.
Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel realizaram um ataque conjunto contra o Irã sob a alegação de barrar o programa nuclear de Teerã.
Hoje, o secretário de Defesa de Washington, Pete Hegseth, voltou a reforçar que a ofensiva no país persa não tem um prazo definido para acabar.
"Em última análise, caberá ao presidente [Donald Trump] dizer se alcançamos os objetivos necessários para o povo americano e para a nossa segurança", afirmou o chefe do Pentágono.
Hegseth também acrescentou: "A melhor defesa é o ataque e não temos medo de matar".
Segundo balanço divulgado no domingo (15) pelo embaixador iraniano na ONU, Amir Saeid Iravani, mais de 1,3 mil pessoas morreram no Irã em poucos dias de confronto militar.