Script = https://s1.trrsf.com/update-1779108912/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Mundo

Publicidade

Grupos de direitos humanos alertam sobre "clima de medo" na Copa do Mundo nos EUA

3 jun 2026 - 17h51
Compartilhar
Exibir comentários

Grupos de direitos humanos levantaram preocupações ‌nesta quarta-feira sobre a segurança de jornalistas e torcedores que participarão da Copa do Mundo nos Estados Unidos, acusando a Fifa de permitir um "clima de medo distintamente perigoso" em meio à repressão à imigração do presidente dos EUA, Donald Trump.

A Sport & Rights Alliance disse que a Fifa não abordou adequadamente as possíveis ameaças aos direitos humanos no grande ⁠espetáculo esportivo previsto para começar na próxima semana, com restrições de visto, fiscalização de fronteiras ‌e policiamento entre as preocupações.

"A fraca resposta da Fifa às ameaças aos direitos humanos documentadas por grupos locais e organizações globais da sociedade civil significa que estamos testemunhando um ‌clima distintamente perigoso de medo, incerteza e repressão", disse ‌Andrea Florence, diretora-executiva da coalizão de grupos de direitos.

"A dura retórica contra os ⁠direitos humanos do presidente Donald Trump, as políticas agressivas de imigração e as batidas de deportação em massa já lançaram uma sombra escura sobre o maior evento esportivo do mundo."

A Fifa não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. A Casa Branca disse em um comunicado que a Copa do Mundo deve ser "um dos maiores e mais espetaculares eventos ‌da história da humanidade".

"Esse será um evento monumental que exige uma coordenação estreita entre o governo ‌Trump, a Fifa e todos ⁠os nossos grandes parceiros ⁠federais, estaduais e locais", disse o porta-voz da Casa Branca, Davis Ingle.

"O presidente Trump está concentrado ⁠em garantir que essa não seja apenas uma ‌experiência incrível para todos os ‌torcedores e visitantes, mas também a mais segura da história -- e nenhuma quantidade de táticas ridículas de intimidação promovidas por grupos ativistas liberais e pela mídia de esquerda mudará isso."

A Copa do Mundo ampliada com 48 equipes começa na próxima semana, ⁠com o chefe da Fifa, Gianni Infantino, prometendo que o mundo será bem-vindo aos Estados Unidos para o espetáculo esportivo co-organizado pelo Canadá e pelo México.

Mas as políticas de Trump, que incluíram uma repressão maciça à imigração, provocaram temores de uma possível atuação do ICE entre os viajantes da Copa do ‌Mundo e os habitantes locais, enquanto os críticos chamaram a atenção para o relacionamento amistoso entre Infantino e o presidente dos EUA.

No mês passado, a equipe iraniana confirmou que ⁠mudaria seu acampamento base, anteriormente reservado no Arizona, para o México, após os EUA e Israel realizarem ataques conjuntos contra o Irã a partir do final de fevereiro.

"A Fifa havia prometido... o torneio mais inclusivo da história", disse Florence a jornalistas.

"No entanto, faltando apenas sete dias para o apito inicial, a realidade para os trabalhadores, torcedores, jornalistas e comunidades no local parece muito diferente."

A Copa do Mundo começa um ano após funcionários do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) prometerem estar "equipados e com botas" na Copa do Mundo nos Estados Unidos, alimentando a ansiedade entre turistas e moradores.

O xerife do condado de Los Angeles, Robert Luna, disse a jornalistas nesta semana que a fiscalização civil da imigração não será realizada nos jogos ou eventos da Copa do Mundo da Fifa em Los Angeles.

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Meu Terra