Governo Meloni cobra libertação 'imediata' de italianos detidos por Israel
Ativistas da Flotilha Global Sumud foram capturados em águas internacionais
O governo da Itália cobrou nesta quinta-feira (30) a libertação "imediata" dos ativistas do país que estavam a bordo da Flotilha Global Sumud, expedição humanitária com destino à Faixa de Gaza e que foi interceptada por Israel em águas internacionais, perto da costa da ilha de Creta, na Grécia.
O posicionamento está em um comunicado emitido pelo Palácio Chigi, sede do Executivo, após uma reunião da premiê Giorgia Meloni com os ministros Antonio Tajani (Relações Exteriores) e Guido Crosetto (Defesa) e com o subsecretário da Presidência do Conselho de Ministros, Alfredo Mantovano, para discutir o caso.
"O governo italiano condena o sequestro das embarcações da Flotilha Global Sumud, ocorrido ontem [29] à noite em águas internacionais, ao largo da costa da Grécia, e insta o governo israelense a libertar imediatamente todos os italianos detidos ilegalmente, a respeitar integralmente o direito internacional e a garantir a segurança física das pessoas a bordo", diz a nota.
Segundo a organização humanitária, 211 ativistas foram presos pelas forças israelenses, incluindo 24 cidadãos italianos, após a interceptação de 22 das 58 embarcações da flotilha. Ao todo, a expedição reunia mais de 400 pessoas.
Os ativistas foram colocados em navios da Marinha de Israel e estão sendo levados para o porto de Ashdod, onde serão submetidos a processos de deportação. "As ações de Israel marcam uma escalada perigosa e sem precedentes: o sequestro de civis em pleno Mediterrâneo, a mais de 960 quilômetros de Gaza, sob os olhos do mundo inteiro", disse a Flotilha Global Sumud em um comunicado.
"Que fique claro do que se trata: pirataria", acrescentou a entidade, ressaltando que "nenhum Estado tem direito de reivindicar, controlar ou ocupar águas internacionais".
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