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Governo italiano anuncia medidas preventivas devido ao surto de Ebola na África

Trabalhadores humanitários serão colocados sob monitoramento especial

19 mai 2026 - 08h53
(atualizado às 09h07)
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O Ministério da Saúde da Itália anunciou nesta terça-feira (19) a ativação de medidas de vigilância sanitária para profissionais que atuam em áreas afetadas pelo surto do vírus Bundibugyo, uma variante do Ebola, na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda.

A decisão foi publicada em circular oficial e se aplica a "trabalhadores de organizações governamentais, não governamentais e de ajuda humanitária" que atuam nas regiões atingidas pelo vírus.

De acordo com o documento, as medidas foram adotadas "em nome da máxima cautela", diante das incertezas sobre a dimensão do surto, da gravidade da infecção e da ausência de terapias ou vacinas específicas aprovadas.

As regras abrangem tanto profissionais da saúde quanto trabalhadores de apoio logístico envolvidos em missões de cooperação e assistência médica.

O protocolo prevê o preenchimento de uma declaração de saúde com dados pessoais e informações clínicas para rastreamento sanitário. O formulário deverá ser enviado ao Ministério da Saúde italiano pelo menos 48 horas antes da saída das áreas afetadas.

Caso a organização não disponha de um médico responsável, o documento poderá ser assinado pelo representante legal da ONG ou pelo gerente do projeto, mediante autodeclaração do trabalhador humanitário de que não apresenta sintomas compatíveis com a doença.

Ao chegarem à Itália, os profissionais serão submetidos a avaliações médicas conduzidas pelos serviços de saúde marítima, aérea e de fronteiras. O protocolo inclui medição de temperatura corporal e preenchimento de histórico clínico. Para aqueles que retornarem por vias terrestres, o acompanhamento será realizado pelas autoridades sanitárias locais.

A circular também esclarece monitoramento para pessoas provenientes de áreas de alto risco, mesmo sem confirmação de exposição ao vírus nos últimos 21 dias. Nesse caso, será adotado um regime de automonitoramento diário de sintomas, sem exigência de quarentena obrigatória.

O alerta ocorre em meio ao agravamento da epidemia na África Central. Segundo informações divulgadas pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, o número de casos suspeitos já ultrapassa 500, com cerca de 130 mortes suspeitas registradas.

Até o momento, foram confirmados 30 casos na República Democrática do Congo e dois em Uganda. Um cidadão norte-americano também testou positivo e foi transferido para tratamento na Alemanha.

Durante discurso na Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra, Tedros classificou a situação como "preocupante" devido "à escala e à rapidez do surto".

Segundo ele, esta foi a primeira vez que um diretor-geral da OMS declarou emergência internacional antes mesmo da convocação formal de um comitê de emergência: "Não tomei essa decisão levianamente".

A OMS já enviou equipes médicas, suprimentos de emergência e destinou quase US$ 4 milhões para combater a epidemia. Entre os fatores de maior preocupação estão os registros de casos em áreas urbanas e a morte de profissionais de saúde, indicando possível transmissão relacionada ao atendimento médico.

A província de Ituri, no leste da RDC, considerada epicentro da crise, apresenta intensa movimentação populacional e dificuldades logísticas, o que aumenta o risco de disseminação da doença para outras regiões. 

Ansa - Brasil
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