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Chefe da OMS se preocupa com velocidade e escala do surto de Ebola

19 mai 2026 - 08h45
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O chefe da ‌Organização Mundial da Saúde expressou profunda preocupação na terça-feira com a velocidade e a escala do surto de Ebola, à medida que o número de casos aumenta.

Diretor-geral da Organização Mundial da Saúde Tedros Adhanom Ghebreyesus em Genebra
 18 de maio de 2026    REUTERS/Pierre Albouy
Diretor-geral da Organização Mundial da Saúde Tedros Adhanom Ghebreyesus em Genebra 18 de maio de 2026 REUTERS/Pierre Albouy
Foto: Reuters

Houve pelo menos 500 casos suspeitos ⁠e 130 mortes suspeitas de Ebola desde ‌o início do novo surto, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Números posteriores estimam ‌em 131 o número de ‌mortes associadas ao surto no leste ⁠da República Democrática do Congo. Foram registrados 516 casos suspeitos e 33 casos confirmados no Congo, de acordo com um boletim diário publicado pelas autoridades de saúde, e dois casos confirmados na ‌vizinha Uganda.

Tedros disse aos membros da Assembleia Mundial ‌da Saúde, reunidos ⁠esta ⁠semana em Genebra, que os "números mudarão à medida que as ⁠operações de campo ‌forem ampliadas, incluindo ‌o fortalecimento da vigilância, o rastreamento de contatos e os testes laboratoriais".

"Estou profundamente preocupado com a escala e a velocidade da epidemia", ⁠declarou Tedros.

Uma reunião do Comitê de Emergência da OMS está agendada para mais tarde na terça-feira para discutir o surto de Ebola, segundo Tedros.

Um comitê de ‌emergência é formado por especialistas internacionais que fornecem orientação técnica e recomendações ao chefe da OMS.

Há ⁠vários fatores que deixaram a OMS preocupada com a possibilidade de maior disseminação, como casos em áreas urbanas, incluindo Kampala, em Uganda, e Goma, na RDC, bem como na província de Ituri, afetada pelo conflito.

Os casos registrados entre os profissionais de saúde também indicam transmissão associada à assistência médica, disse Tedros.

A OMS aprovou US$3,9 milhões em fundos de emergência para apoiar as autoridades nacionais em sua resposta ao surto.

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