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Ganhadores do Nobel pedem que vacinas contra coronavírus sejam disponibilizadas a todos

29 jun 2020
16h18
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Por Darnell Christie

Muhammad Yunus durante conferência em Londres
19/11/2014
REUTERS/Suzanne Plunkett
Muhammad Yunus durante conferência em Londres 19/11/2014 REUTERS/Suzanne Plunkett
Foto: Reuters

LONDRES (Thomson Reuters Foundation) - O arcebispo sul-africano Desmond Tutu e o ator George Clooney estão entre as mais de 100 personalidades que assinaram um apelo para que as eventuais vacinas contra o novo coronavírus sejam declaradas um bem comum global e amplamente disponibilizadas.

O apelo é liderado pelo fundador do movimento de microcrédito Muhammad Yunus, ganhador do Prêmio Nobel da Paz assim como Tutu. Segundo Yunus, algumas empresas farmacêuticas declararam que as vacinas serão proporcionadas primeiro a países ricos da Europa e aos Estados Unidos.

"O que acontece com o resto do mundo? É como se o resto do mundo fosse ser esquecido", disse o criador do Centro Yunus, estabelecido mais de uma década atrás para combater a pobreza.

"Está é uma vacina que é necessária para 8 bilhões de pessoa. O que acontece com os pobres? O que acontece com países pobres que não podem pagar os preços que eles estarão cobrando nos países ricos?"

Atualmente, não existe vacina contra a Covid-19, mas mais de 100 candidatas estão sendo desenvolvidas em todo o mundo, à medida que as farmacêuticas estão correndo para combater uma pandemia que já matou mais de 500 mil pessoas em todo o globo.

Especialistas preveem que o desenvolvimento de uma vacina segura e eficiente pode exigir de 12 a 18 meses.

Callum Mackenzie, diretor da Yunus Tailândia, alertou que, assim que isto tiver acontecido, as dificuldades para obtê-las podem levar a uma proliferação de vacinas falsas em países mais pobres.

A farmacêutica britânica AstraZeneca já iniciou testes de uma vacina desenvolvida com a Universidade de Oxford com humanos. A vacina custaria cerca de 2,8 dólares por dose na Europa, de acordo com o Ministério da Saúde da Itália, e a empresa não espera lucrar com ela durante a pandemia.

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