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G20 na Itália sobre Afeganistão reafirma compromisso com afegãos

Grupo ajudará por meio de organizações internacionais, como ONU

12 out 2021 14h07
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O primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, definiu nesta terça-feira (12) a reunião extraordinária do G20 sobre o Afeganistão como "satisfatória e frutífera" e reafirmou o compromisso do grupo em prestar ajuda humanitária ao país por meio de organizações internacionais, como a das Nações Unidas.
    "Houve um acordo, uma grande vontade de agir e uma convergência de pontos de vista sobre a necessidade de lidar com a emergência humanitária de forma unificada através de um mandato às Nações Unidas, para a coordenação da resposta e também para atuar diretamente", anunciou Draghi durante coletiva de imprensa após a cúpula virtual.
    O premiê italiano afirmou que "valeu certamente a pena" organizar o G20, "porque é a primeira resposta multilateral à crise no Afeganistão". "Houve mais de uma confirmação que as Nações Unidas serão protagonistas desta resposta", acrescentou.
    Draghi enfatizou ainda que a primeira coisa a pedir ao governo do grupo fundamentalista Talibã "é que haja a possibilidade da ONU, mas também de outros poderem entrar e sair, ter liberdade de movimento" para gerir a ajuda humanitária.
    "O enfretamento da crise humanitária exigirá contatos com os talibãs, mas isso não significa o seu reconhecimento", ressaltou o italiano, lembrando que "devemos reconhecer que foram julgados pelo que fizeram, não pelo que disseram".
    Desde que reassumiu o poder, em 15 de agosto, o Talibã anunciou que faria um governo "moderado", que não queria mais "inimigos internos ou externos", mas o que se viu na prática, foi uma série de violações de direitos e agressões, principalmente contra as mulheres.
    Segundo Draghi, "há uma consciência generalizada" de que a crise no Afeganistão é "muito grave" e é preciso uma ação coordenada para "o Afeganistão não voltar a ser um refúgio para o terrorismo".
    O líder italiano se concentrou principalmente na questão dos direitos violados das mulheres, problema citado por todos, para garantir a elas o direito à educação e "não voltarem 20 anos".
    Por fim, ele contou que o governo da Itália garantiu a saída de 5 mil pessoas do Afeganistão, assim como a Alemanha e o Reino Unido, e garantiu que todos estão tentando fazer com que o Talibã organize "corredores humanitários".
    "Há essa consciência generalizada de que ainda há pessoas que querem ir embora e que é nossa responsabilidade cuidar delas.
    Muitos deles foram para países vizinhos e será necessário localizá-los", disse.
    Em comunicado oficial divulgado pela Casa Branca, foi informado que o G20 reafirmou "seu compromisso coletivo em prestar assistência humanitária diretamente ao povo afegão através de organizações internacionais independentes, e de promover os direitos humanos fundamentais para todos os afegãos, incluindo mulheres, meninas e membros de grupos minoritários".
    A reunião virtual do G20 ocorre após as primeiras conversações entre as delegações do talibã, da UE e dos Estados Unidos, no Catar, e tinha como objetivo abordar questões de direitos humanos e segurança, de modo a "impedir que o Afeganistão se torne novamente um foco de terrorismo internacional".
    Mais cedo, a União Europeia deu início ao apoio ao povo afegão e anunciou um pacote de ajuda no valor de 1 bilhão de euros.
   

Ansa - Brasil   
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