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Fatores que contribuem para miséria crescem nos mais pobres

25 nov 2010 - 16h09
(atualizado às 16h15)
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Os fatores que contribuem para a miséria nos 49 países mais pobres do mundo se acentuaram, de acordo com um relatório divulgado nesta quinta-feira pela Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad).

Mesmo no período de conjuntura mais favorável, entre 2002 e 2007, os países mais desfavorecidos aumentaram sua dependência das matérias-primas, ao mesmo tempo em que suas exportações, em vez de se diversificarem, se concentraram ainda mais, segundo alerta o relatório.

Além disso, melhorou muito levemente sua poupança interna - com exceção dos exportadores de petróleo -, enquanto cresceu a dependência da poupança externa e foi acelerado o esgotamento de seus recursos naturais.

"Apesar de certos avanços no início do milênio, os países mais pobres não conseguiram se beneficiar de nenhuma tendência que os liberte da dependência exterior e das matérias-primas", declarou em entrevista coletiva o secretário-geral da Unctad, Supachai Panitchpakdi.

Esta soma de deficiências "obscurece as perspectivas de desenvolvimento nesses países" uma vez que se estabeleça a recuperação da economia mundial, como ressalta o estudo da Unctad de 2010 sobre os países menos favorecidos.

De acordo com os novos números do relatório, estima-se que entre 2002 e 2007, a época de maior auge econômico, o número de pessoas que vivia em condições de extrema pobreza aumentou até em 421 milhões, o dobro do que em 1980.

Nos momentos finais deste crescimento econômico, em 2007, 53% do total da população dos países mais desfavorecidos vivia em condições de extrema pobreza, apesar de suas economias terem crescido em uma média de 7% ao ano.

Este ritmo de alta desacelerou desde o início da crise, pois, em 2009, a economia dos países mais pobres aumentou 4,3%, embora a renda per capita tenha caído em 19 dos 49 países, o que denota uma má situação que deve ser duradoura.

"Os 49 países mais pobres do mundo devem desenvolver sua capacidade de produção, ou seja, produzir de forma eficiente e competitiva uma crescente variedade de bens e serviços com um maior valor agregado mediante mais investimentos e inovação", sugere o documento.

"Enquanto os níveis de investimento continuem baixos e o desenvolvimento financeiro permaneça fraco, os países mais pobres dependerão principalmente da prontidão da recuperação econômica mundial e da ajuda dos doadores internacionais", conclui a Unctad.

Os dez países de menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) apontados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em 2010 são Zimbábue, República Democrática do Congo, Níger, Burundi, Moçambique, Guiné-Bissau, Chade, Libéria, Burkina Fasso e Mali.

EFE   
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