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EXCLUSIVO-Operação russa se camuflou como site de direita para atingir eleitores dos EUA, dizem fontes

1 out 2020
19h36
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O grupo russo acusado de interferir nas eleições russas de 2016 posou como um veículo independente de notícias para atingir usuários de redes sociais de direita no período anterior às eleições deste ano, disseram duas fontes familiarizadas com uma investigação do FBI sobre as atividades da organização à Reuters. 

Trump e Biden no debate eleitoral
29/09/2020
REUTERS/Jonathan Ernst
Trump e Biden no debate eleitoral 29/09/2020 REUTERS/Jonathan Ernst
Foto: Reuters

A última operação foi focada em uma pseudo-organização de imprensa chamada Sala de Notícias para Cidadãos Americanos e Europeus (NAEBC, na sigla em inglês), que era comandada por pessoas associadas com a Agência de Pesquisas da Internet, sediada e São Petersburgo, disseram as fontes. 

Procuradores norte-americanos dizem que a agência desempenhou um papel importante nas iniciativas russas para influenciar a eleição de 2016 em favor do presidente Donald Trump e o Facebook e Twitter expuseram um veículo de imprensa de esquerda em setembro que segundo eles era dirigido por pessoas conectadas à mesma organização.

A NAEBC e suas atividades, que não foram reportadas anteriormente, agora mostram que as tentativas russas para influenciar os eleitores norte-americanos antes das eleições de 2020 focaram em ambos os lados do espectro político. 

O website era predominantemente focado em políticas norte-americana e atualidades, republicando artigos da imprensa conservadora e pagando norte-americanos para escrever sobre questões politicamente sensíveis. Uma rede de contas posando como editores e jornalistas então promovia os artigos nas redes sociais preferidas por usuários de direita. 

Entre os artigos produzidos pela NAEBC estão críticas ao candidato presidencial democrata, Joe Biden, ao movimento Vidas Negras Importam e elogios ao atirador Kyle Rittenhouse, envolvido num atentado a tiros em um protesto no Estado do Wisconsin. 

A Rússia tem negado nega repetidamente as acusações de interferência eleitoral. 

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