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Tsunami atinge costa russa sem causar graves danos

28 fev 2010 - 10h17
(atualizado às 10h49)
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Ondas de até 2 m de altura alcançaram a costa pacífica da Rússia neste domingo, em mais um reflexo do violento terremoto registrado no Chile na madrugada de sábado, sem causar danos maiores. A onda mais alta, de dois metros, alcançou as ilhas Curilas. Outra, de 90 centímetros, chegou ao sudeste da península de Kamchatka, anunciou o centro para tsunamis da ilha Sakhalin.

Havaí se prepara para tsunami após terremoto:

"Ainda haverá perturbações sobre o Oceano Pacífico nos próximos dois ou três dias depois do tsunami", afirmou Tatiana Ivelskaya, coordenadora do centro, citada pela agência russa Ria Novosti. "Ao todo, 100 ondas causadas pelo terremoto no Chile podem chegar à costa da Rússia", cuja costa pacífica fica a aproximadamente 18 mil km do país sul-americano.

Ivelskaya informou que a onda de 2 m registrada na cidade de Severo-Kurilsk, na ilha Paramushir, no arquipélago das Curilas, não causou inundações nem danos.

As Curilas foram alvo de tsunamis devastadores em sua história. Em 1952, uma onda de 20 m de altura varreu do mapa a cidade de Severo-Kurilsk, matando 20 mil pessoas.A Rússia emitiu um alerta de tsunami depois do terremoto de sábado no Chile, deixando de prontidão seus sistemas de evacuação em Kamchatka e nas Curilas. A onda de 2 m, no entanto, chegou à costa russa quando o alerta de tsunami já havia sido cancelado.

Tragédia no Chile
Centenas de pessoas morreram após o terremoto de 8,8 graus na escala Richter registrado na madrugada de sábado (27) no Chile. A contagem de corpos chega a pelo menos 300, e o número de afetados, de 2 milhões, segundo o governo. A presidente Michelle Bachelet declarou "estado de catástrofe" no país.

O tremor teve epicentro no mar, a 59,4 km de profundidade, na região de Maule, no centro do país e a 300 km ao sul da capital, Santiago. Por isso, foi enviado um alerta de tsunami ao chile, Peru e Equador. Segundo fontes oficiais, o terremoto aconteceu às 3h26 pelo horário local (mesmo horário em Brasília). O número de vítimas mortais e de feridos pode aumentar.

Efeitos do estrago
Os danos materiais do terremoto ainda estão sendo avaliados. O muro de uma prisão veio abaixo com o abalo sísmico, o que causou a fuga de mais de 200 detentos na cidade de Chillán, a 401 quilômetros de Santiago. O aeroporto internacional de Santiago foi fechado devido a alguns danos em suas instalações, e várias pontes ficaram danificadas. A luz e o serviço de telecomunicações estão cortadas na região metropolitana e em Valparaíso foram registrados danos internos em edifícios. Os bombeiros correm as ruas de Santiago com megafones dando instruções à população.

Em alguns lugares, falta água potável. Pelo menos três hospitais na capital desabaram e na cidade de Concepción, cerca de 400 km ao sul de Santiago, o edifício do governo local desmoronou e pacientes estavam sendo transferidos dos hospitais, segundo rádios chilenas.

Mais forte que no Haiti
O movimento sísmico, muito mais poderoso que o mortífero terremoto que devastou o Haiti em janeiro, também causou pânico no popular balneário de Viña del Mar. De manhã, policiais e bombeiros percorriam as ruas em distintas cidades do país para verificar a magnitude dos danos e socorrer vítimas.

O terremoto ocorreu poucos dias antes de completar 25 anos do sismo que causou centenas de vítimas e destruiu várias localidades no litoral central do Chile, em 3 de março de 1985.

Com informações da Reuters, EFE e 20 minutos.es

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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