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Sede do governo ucraniano é atingida por bombardeios russos em Kiev

A sede do governo da Ucrânia em Kiev pegou fogo após ser alvo de uma intensa onda de bombardeios russos durante a madrugada de domingo (7), que resultou na morte de pelo menos cinco pessoas.

7 set 2025 - 04h36
(atualizado às 08h00)
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Resumo
A sede do governo ucraniano em Kiev foi atingida por bombardeios russos, causando incêndio, cinco mortes e pedidos de sanções e armamentos para intensificar a defesa da Ucrânia.
Pessoas observam a fumaça no prédio da sede do governo ucraniano após ataques de drones e mísseis russos, parte do ataque da Rússia à Ucrânia, em Kiev, Ucrânia, em 7 de setembro de 2025.
Pessoas observam a fumaça no prédio da sede do governo ucraniano após ataques de drones e mísseis russos, parte do ataque da Rússia à Ucrânia, em Kiev, Ucrânia, em 7 de setembro de 2025.
Foto: © REUTERS - Serhii Korovainyi / RFI

A sede do governo da Ucrânia em Kiev pegou fogo após ser alvo de uma intensa onda de bombardeios russos durante a madrugada de domingo (7), que resultou na morte de pelo menos cinco pessoas. "Pela primeira vez, o telhado e os andares superiores do edifício governamental foram atingidos por um ataque inimigo", declarou a primeira-ministra Yulia Svyrydenko em publicação no Telegram, acompanhada de imagens que mostram um incêndio na fachada do prédio, situado nas proximidades da Presidência e do Parlamento.

Durante a noite, sirenes de alerta aéreo soaram em diversas regiões do país. Kiev foi alvo de um ataque maciço com drones e mísseis, que deixou ao menos dois mortos e 18 feridos, segundo informações dos serviços de emergência. Vários edifícios residenciais também foram atingidos, e entre as vítimas está uma menina de apenas um ano.

"O mundo precisa reagir a essa destruição não apenas com declarações, mas com medidas concretas. É urgente intensificar as sanções, especialmente contra o setor de petróleo e gás da Rússia", afirmou a primeira-ministra, que também reiterou o pedido por mais armamentos.

No final de agosto, uma ofensiva russa de grande escala com drones e mísseis sobre Kiev matou mais de 25 pessoas e danificou as instalações da delegação da União Europeia e o escritório do British Council. Apesar da escalada dos ataques, os edifícios oficiais da capital vinham sendo, em grande parte, poupados dos bombardeios que assolam o território ucraniano há três anos e meio.

Na noite de sábado (6), outras regiões também foram alvo de ataques russos. Em Dnipropetrovsk, o governador militar Sergei Lysak informou que um homem de 54 anos morreu e que infraestruturas civis foram danificadas em uma ofensiva que também envolveu drones e mísseis. Autoridades locais relataram ainda a morte de uma mulher em Zaporíjia, no sudeste do país, após um ataque com bombas aéreas guiadas na manhã de domingo, e o falecimento de outra pessoa na região fronteiriça de Sumy, no nordeste, na noite de sábado.

Avanço militar russo

As forças russas atualmente ocupam cerca de 20% do território ucraniano. As últimas semanas foram marcadas por intensa movimentação diplomática em busca de uma solução para o conflito. Entre os encontros, destaca-se a cúpula realizada em 15 de agosto entre Donald Trump e o presidente russo, Vladimir Putin, no Alasca, seguida por uma visita a Washington do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, acompanhado por diversos líderes europeus.

Apesar dos esforços, nenhum avanço significativo foi alcançado, e Moscou continua a rejeitar os apelos por um cessar-fogo, mesmo após três anos e meio do conflito que mais deixou vítimas na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

Na quinta-feira (4), em Paris, vinte e seis países — em sua maioria europeus — comprometeram-se a contribuir com garantias de segurança à Ucrânia, visando prevenir um possível novo ataque russo após uma eventual suspensão das hostilidades.

No mesmo dia, Donald Trump anunciou que pretende se reunir em breve com Vladimir Putin.

Com AFP

Ao lado de Zelensky, Trump diz que ‘cessar-fogo’ não é necessário em guerra na Ucrânia:
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