Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Papa Francisco

Ratzinger brasileiro lamenta renúncia do Papa: 'a gente fica sentido'

O bisavó de Ardino Ratzinger veio da Alemanha e fixou residência na cidade gaúcha de Novo Hamburgo no início do século passado

13 fev 2013 - 15h19
(atualizado às 17h18)
Compartilhar
Exibir comentários
Ardino Ratzinger com a foto e o rosário que Bento XVI lhe enviou
Ardino Ratzinger com a foto e o rosário que Bento XVI lhe enviou
Foto: Néia Dutra/Jornal NH / Especial para Terra

O aposentado Ardino Ratzinger, 69 anos, assistia à televisão, deitado no sofá de sua casa, na última segunda-feira, em Ivoti (RS), quando soube da notícia de que seu parente mais famoso decidira renunciar ao cargo proeminente que ocupava. "Eu fiquei surpreso".

Assim como ele, o mundo ficou surpreso quando Bento XVI, alemão nascido Joseph Ratzinger, alegou que já não tinha forças, devido à idade avançada, para continuar a exercer suas funções.

Apesar de "ter ficado sentido" com a notícia, Ardino, diz concordar com a decisão do Papa. "Eu penso assim: 'se minha saúde não me permite mais, antes que eu faça uma bobagem, então eu entrego o cargo'", disse. "O pessoal tem que entender isso, que a gente não fica pra sempre no mundo".

Ardino não sabe ao certo qual o grau de parentesco que possui com o Papa, até mesmo se de fato tem algum  grau de parentesco com Joseph, ou apenas dividem o mesmo sobrenome. Ele conta que seu bisavó Ratzinger veio da Alemanha com a família, no início do século XX. Eles teriam chegado inicialmente a São Leopoldo, e depois fixaram residência em Novo Hamburgo. "Meu bisavó, aquele que veio de lá da Alemanha, está enterrado em Vera Cruz (RS)".  

O aposentado diz que sempre teve vontade de conhecer os familiares na Alemanha, mas já não tem condições de saúde. "A minha saúde não tá lá muito boa. Além disso, o custo sai caro".

Joseph Ratzinger enviou a foto para Ardino através de um bispo de Novo Hamburgo, que intermediou o contato entre os dois
Joseph Ratzinger enviou a foto para Ardino através de um bispo de Novo Hamburgo, que intermediou o contato entre os dois
Foto: Néia Dutra/Jornal NH / Especial para Terra

Ele também diz desconhecer o tamanho da família Ratzinger no Brasil. "Alguns falam que tinha até na Argentina, mas não sei", diz Ardino. Da parte dele, são três filhos e três netos, além de um irmão, Irineu, que mora em Camboriú (SC). O registro de telefones do País traz seis entradas para o sobrenome Ratzinger no Brasil, apenas Ardino no Rio Grande do Sul. 

A renúncia do Papa lhe permitiu conhecer mais um membro da família Ratzinger, Georg, o irmão de Bento XVI, que concedeu entrevistas para veículos internacionais e quem o Ratzinger brasileiro desconhecia.

O primo do Papa

Ardino ficou famoso em Ivoti quando Joseph se tornou Bento XVI. Foi procurado por vizinhos e jornalistas. Para muitos, ele virou o "parente do Papa". Veículos de imprensa chegaram até chamá-lo de "primo do Papa". "Para mim era uma honra ver um parente chegar nesse grau".

Uma das pessoas que o procurou foi bispo de Novo Hamburgo, Dom Zeno Hastenteufel, que acabou sendo o responsável por reatar, de alguma forma, os laços entre os Ratzinger brasileiros e alemães.

O religioso levou documentos sobre a família brasileira ao Papa, que enviou para seu parente gaúcho uma foto e um rosário, presentes que ele guarda com orgulho. Ardino conta que o Papa não se importou quando soube que ele era evangélico. "Ele disse pro bispo. 'Deus, nós temos um só'".

Após a renúncia, Ardino conta que muitas pessoas voltaram a procurá-lo. "Hoje até estavam uns vizinhos meus aqui, que são católicos", conta. "É parente, o que a gente vai fazer?"

Fonte: Terra
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade