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Papa Francisco

Fumaça preta no segundo dia não desanima brasileiros no Vaticano

Gritando muito, brasileiros viraram o centro das atenções de jornalistas

9 mar 2013 - 11h30
(atualizado em 9/9/2013 às 14h14)
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<p>Padre brasileiro segura bandeira do País na Praça São Pedro, na Cidade do Vaticano</p>
Padre brasileiro segura bandeira do País na Praça São Pedro, na Cidade do Vaticano
Foto: AFP

No segundo dia das votações que vão definir quem será o próximo Papa, mais uma vez a fumaça que saiu da chaminé da Capela Sistina, Vaticano, foi negra. A Igreja Católica continua sem papa, ao menos, até o fim desta tarde, em Roma (início da tarde, no Brasil).

A falta de uma decisão, no entanto, não tirou a empolgação dos brasileiros que voltaram a enfrentar a chuva na Praça de São Pedro, à espera da fumaça branca - indicação de que a eleição terminou e um novo Sumo Pontífice foi escolhido pelos cardeais.

Enrolados em bandeiras do Brasil (brasileiros vencem facilmente no quesito uso do estandarte nacional como capa entre as milhares de pessoas que mais uma vez lotaram a Praça de São Pedro), eles entoaram o já clássico canto: “eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”.

Gritando muito, os brasileiros viraram, por alguns instantes, o centro das atenções de parte dos 5,6 mil jornalistas de todo o mundo que cobrem o Conclave. Entre eles, estavam o casal carioca Patrícia e Vitor Serra. Ela carregava um cachecol com as cores e o nome do Brasil, enquanto que ele estava vestido com uma camisa do Vasco da Gama.

Tradição maçante

“Estamos viajando pela Itália e decidimos vir aqui ver se a fumaça branca saía”, conta Patrícia. Em tom de brincadeira, Vitor disse ao Terra que também aproveitaria para pedir que Deus acabasse com “sina” de seu time em ser vice-campeão.

Sobre a eleição do próximo papa, ambos disseram que vêm o tradicional processo de escolha como algo natural.

“A tradição deve ser mantida. É isso que faz com que, por exemplo, a Igreja seja tão forte no Brasil”, opina.

No entanto, esse processo não agrada outros católicos do mundo. “Isso tudo é bastante maçante”, diz a francesa Emmanuelle Sorine, que foi até a Praça de São Pedro com suas duas filhas na esperança de ver a fumaça branca e acabou “decepcionada”.

Brasileiros cantam na Praça São Pedro:

Com uma camisa argentina, Oscar Ciafardini fazia fila para visitar a Basílica de São Pedro logo após o fim da votação. Ele não viu a fumaça negra da manhã e acredita que o Conclave acaba criando “ansiedade” nos fiéis.

Católico, ele acha que a escolha dos cardeais deve ser, principalmente, por um papa que dê mais “transparência” à Igreja e tenha uma maior “conectividade” com o mundo moderno. “Não só com os católicos, mas com todas as crenças”, afirma, ao dizer que um Pontífice sul-americano poderia ser mais aberto nesses aspectos.

Um processo político

A escocesa Kim Burn, que lia tranquilamente um exemplar de Moby Dick enquanto centenas de pessoas deixavam a Praça de São Pedro após a votação. Essa professora de inglês, que mora em Roma e não é católica, acha o processo “estranho”.

“É diferente de tudo o que eu já vi. Mas, ao contrário do que essas pessoas aqui dizem, o Conclave não é só religião, é muito mais um processo político”, diz Kim, uma das poucas pessoas ouvidas pela reportagem do Terra na Praça de São Pedro a não acreditar que é Deus quem escolherá o novo Papa.

Fonte: Especial para Terra
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